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Resenhas de @nalufelps

Os Quase CompletosFelippe Barbosa
Os Quase CompletosFelippe Barbosa · há 420 sem

Resenha: Os Quase Completos (Blog Entre Páginas)

Sabe o livro que te conquista pela capa e te ganha pelo conteúdo? Essa foi a minha relação de amor sem fim por Os Quase Completos. Que livro, que mensagem, que forma linda de contar uma história que poderia ser a de qualquer um de nós, de qualquer pessoa que se arrepende de não ter corrido atrás de um sonho, de não ter feito o que queria, de não levar a vida que gostaria. Aqui acompanhamos a história de três personagens: o quase doutor, que é um médico bem sucedido, noivo da melhor amiga de infância, e que leva a vida que agrada aos outros e não a si mesmo; a quase viúva, que está com seu noivo em coma no hospital, e que abriu mão de muita coisa para acompanhá-lo nas suas escolhas de vida, para responder às expectativas da mãe, deixando de lado os seus sonhos; e o quase repórter, que trabalha em um jornal comprado, produzindo notícias que não o agradam, mas que está acomodado com a situação. O quase repórter perdeu a esposa recentemente, e mesmo que todos digam que foi um acidente (alguns que foi suicídio), ele acredita que a esposa foi assassinada, e começa uma investigação por conta própria para provar a todos que esta certo e solucionar o mistério da morte de sua mulher. Essa investigação vai ligar as histórias dos três personagens de uma forma que ninguém pode esperar, mostrando que por trás de pequenos detalhes podem estar grandes segredos. Esse livro é uma “fantasia” que aborda temas muito reais. São três pessoas em situações diferentes, lidando com questionamentos diferentes, mas que tem um ponto em comum: correr atrás dos próprios sonhos. E a forma como o autor resolveu abordar esse tema, nos instigando a pensar nas consequências das escolhas que fazemos, e em como seria a nossa vida se tivéssemos corrido atrás do que realmente queríamos... Posso dizer apenas que foi surpreendente! Os personagens são bem interessantes. Achei o Quase Doutor inocente demais, e bem influenciável também. Confesso que não gostei muito do rumo da sua história, e a “amiga” dele não me desceu, mas entendi o rumo que a história tomou. A Quase Viúva foi a minha favorita, achei sua história libertadora, e torci muito para ela encontrar seu caminho. O final do Quase Repórter não podia ser melhor! Ele estava saindo de um buraco para cair em outro, precisava de um choque de realidade mesmo! Felippe Barbosa escreveu um livro incrível, uma história cheia de ação, romance, aventura, que te da lições de vida de uma forma diferente. Soube abordar assuntos complicados de forma leve, com diálogos simples, tornando a leitura leve. Esse foi um livro que eu com certeza levarei para a vida, que ensina a nunca desistir, e como devemos correr atrás do que nos faz feliz! 🚌 “...escute o que eu digo: nunca se limite ao “quase”. Não há nada mais depressivo do que beirar um sonho e jamais tentar alcançá-lo. A arte é o que te completa. O que te preenche. Isso quer dizer que, se você escolher ser um “quase artista”, você será sempre um “quase completo”. E sendo um “quase completo”, você será sempre um quase feliz.”

Em pedaçosLauren Layne
Em pedaçosLauren Layne · há 420 sem

Resenha: Em Pedaços (Blog Entre Páginas)

No livro Em Pedaços conhecemos Olívia Middleton, uma jovem de 22 anos, bem estilo Gossip Girl: rica, bonita, mora em Manhattan, rodeada de pessoas ricas e influentes, que tem o mundo aos seus pés... Mas o que poucos sabem que é ela guarda um segredo que mudou a sua vida, e por isso ela resolveu se afastar de tudo, largar a vida de luxo e o passado para cuidar de um ex-soldado recém saído da guerra no Afeganistão. Ela espera que cuidar de um “idoso” em um lugar afastado no Maine pode ajudá-la a redimir os seus pecados. Só que, o “idoso” de idoso não tem nada haha. Paul Langdon tem 24 anos, e está revoltado com o mundo. Após a guerra no Afeganistão, ele traz grandes traumas no corpo e na mente de tudo o que viveu por lá, e passa boa parte do seu tempo bêbado, de mau humor, afastando as pessoas e se lamentando pelas suas marcas físicas. Ate então ele conseguiu espantar todas as cuidadoras pra bem longe, mas um ultimato do seu pai o obriga a aguentar a Olívia por pelo menos 3 meses, ou ele perderá coisas bem importantes pra ele. A atração entre os dois é imediata, mas são duas pessoas feridas, cheias de marcas no seu passado, buscado aceitação e redenção, cada um à sua forma. Enquanto Paul não se acha digno de Olívia ou de felicidade alguma e por isso a trata com toda hostilidade possível, ela aceita esse comportamento e tenta lidar com ele da melhor forma que consegue, pois acha que merece punição pelos seus erros. O grande desafio aqui é saber se esses dois conseguirão superar todos os traumas e conseguir se entender e se entregar ao sentimento que sentem, ou se o melhor a fazer é seguir seus caminhos separados. Essa foi uma releitura de A Bela e a Fera bem interessante. A autora criou uma Fera (Paul) tão perfeita, que em vários momentos eu não quis que ele tivesse um final feliz de tanta raiva que ele me fez. Ele foi machista, cruel, e acho que muitas de suas atitudes foram injustificadas. A parte boa é quando ele percebe o mal que ele faz aos outros e a si mesmo, e resolve se redimir.Outro ponto que devo ressaltar é que achei ótimo o posicionamento das pessoas a sua volta, sabendo a hora de dar espaço, e a hora de colocar limite. Isso foi fundamental para o amadurecimento dele e ele realmente teve o que mereceu no fim do livro. Olívia até o meio do livro não tinha me conquistado, achei que ela fez um drama grande para algo pequeno, (não era pra tanto fofa), largar a faculdade, os amigos, carregar toda aquela culpa... E também achei que ela foi muito passiva nas suas interações com Paul e nos ataques de idiotice dele, tudo tem limites né? A parte boa foi ver ela se reconstruir, correr atrás do prejuízo e buscar sua independência. Quando ela viu que era hora de seguir em frente, se libertar das amarras que ela tinha e ser feliz, ela foi, e o caminho que ela constrói a partir daí é bem bacana e da um final digno a história. Esse é o primeiro volume de uma série, e espero que nos próximos a autora trabalhe a Kali, uma amiga do Paul que acho que merece ter a sua história, e o Michael, o melhor amigo de Olívia que também teve um papel interessante nesse livro. Espero que tenham gostado da resenha, beijos e até a próxima!

Mais Lindo Que A Lua - Irmãs Lyndon 1Julia Quinn
Mais Lindo Que A Lua - Irmãs Lyndon 1Julia Quinn, Viviane Diniz · há 434 sem

Resenha: Mais Lindo Que a Lua - Blog Entre Páginas

Victoria e Robert vivem um raríssimo caso de amor à primeira vista. Sem saber quem eram, de onde eram, simplesmente se apaixonaram. Mas, como ela era apenas a filha do vigário e ele o Conde de Macclesfield, sabiam que esse amor provavelmente não seria aprovado por seus pais, e quando isso se provou verdade, os dois resolvem fugir. Mas, infelizmente o plano dos dois não da muito certo (e devemos isso aos pais deles também) e com isso, Robert vai embora achando que Victoria queria apenas seu dinheiro, e Victoria acredita que ele só queria se aproveitar dela e por isso a abandonou. 7 anos depois os dois se reencontram, e descobrem que ainda tem sentimentos fortes um pelo outro, tanto paixão quanto magoa. Robert, após entender todo o mau entendido que houve no passo, está disposto a reconquista Victoria. Já ela, não quer de maneira nenhuma perder sua recém adquirida independência e deixar ele voltar a fazer parte da sua vida. Será que esse amor será capaz de vencer as mágoas do passado? Victoria agora é uma mulher diferente. Trabalha, se sustenta, e não vê a família a quase 7 anos, pois assim que o Conde foi embora, ela, tomada pela decepção com ele e com seu pai, resolve ir embora também é seguir com a sua vida. A mágoa pelas coisas do passado não permitem que ela deixe o conde de aproximar, e o medo de que os sentimos voltem e ela sofra novamente fazem com que ela tente se distanciar dele a todo custo. Já o conde mostrou-se bem mais maleável. De início ele quer se vingar de Victoria por toda dor que ela lhe causou, mas por fim ele percebe que seus sentimos por ela são mais fortes que isso, e quando ele descobre que seus pais os esganaram no passado, ele faz de tudo para reconquista-la e fazê-la enxergar que o ama. Esse livro segue a risca a fórmula Júlia Quinn: romance, comédia, superar algum desentendimento, mas confesso que não foi um dos que mais gostei da autora. Achei a personagem Victoria extremamente pirracenta, repetitiva e irritante, e em vários momentos quase abandonei a leitura porque não aguentava mais ouvir as reclamações dela. Robert tinha tudo pra ser um personagem maravilhoso, mas suas interações com a a Victoria são extremamente cansativas, é sempre a insistência dele versus a resistência dela, e isso torna os diálogos entre eles maçantes. Além disso, achei o núcleo de personagens pouquíssimo explorado. Na maioria das vezes alguém só aparece para reafirmar que eles devem ficar juntos, e some de novo. Poderiam ter aproveitado um pouco mais dos outros personagens, acrescentaria à história e tiraria um pouco do peso que envolve a narrativa do casal. Também achei o argumento para que os dois não ficassem juntos meio fraco e acho que por isso a narrativa se tornou tão cansativa pra mim. Julia Quinn escreve ótimos livros e foram eles quem alimentaram a minha paixão por romances de época. No entanto, não recomendaria esse livro para um primeiro contato com a escrita da autora. Lembrando que essa foi a minha experiência de leitura, muita gente leu e amou! Leiam e me digam o que acharam! Beijos e até a próxima!

Antes de CasarBárbara Machado
Antes de CasarBárbara Machado · há 434 sem

Resenha: Antes de Casar - Blog Entre Páginas

Catarina é uma mulher apaixonada, feliz com o emprego, as amigas, o namorado que mais parece um príncipe de contos de fadas, e que espera ser pedida em casamento no aniversário de namoro. Só que as coisas não saem nada como o planejado, e seu namorado, Arhtur, termina com ela bem no dia, sem dar nenhuma explicação. A partir daí a vida de Cat muda de cabeça para baixo. Seus dois grupos de amigos (grupo das meninas, e o grupo dos meninos do paintball, que não se misturam) fazem de tudo para anima-la, mas Cat só quer saber de pijama, comida e séries. Ela tinha todo um planejamento de vida, e quando tudo é tirado dela, ela fica sem saber o que fazer. Mas não se preocupem, toda fase de bad tem seu fim, e quando a da Cat acaba é que a história começa de verdade haha. Catarina começa a perceber o quanto seu antigo relacionamento a privava, oprimia, o quanto ela abriu mão de ser quem realmente era para agradar alguém, o quanto se afastou de pessoas que eram importantes, e principalmente o quanto não estava preparada para se casar. Havia tanto a viver, conhecer, errar, amadurecer, e finalmente Catarina está pronta para passar por tudo isso. E claro que no meio do caminho vão vir novas decepções, novos tombos, mas também vão vir pessoas incríveis e histórias maravilhosas pra contar para os netos depois. Isso é viver não é? O maravilhoso desse livro, é que ele não foca na dor do término, na procura de um novo amor ou em um romance específico, aborda tudo isso sim, mas é muito mais que isso! O foco sempre foi o amadurecimento da Cat, e o quanto ela precisava se conhecer, se amar e se entender antes de buscar uma pessoa para ter ao lado. Cat aproveitou todas as fases da vida, fez novas amizades, aprendeu a ser independente, a não precisar de ter alguém para ser feliz, e isso foi o mais importante. Além disso, o livro fala da importância da amizade, da família e de como é legal passar por todas as fases da vida, sem correr com nada entendem? Por falar em amigos, os da Cat são os melhores! Os meninos de paint-ball são muito engraçados e a tratam como se ela realmente fosse um deles(as vezes até esquecem que ela é uma mulher haha). E as meninas são uma loucura sem fim! Cada uma com a sua personalidade bem distinta, e juntas formando um grupo incrível! A Mari foi a minha preferida! E não posso deixar de comentar sobre dois boys importantíssimos na narrativa: o primeiro foi o irmão da Cat, que mesmo sendo mais novo, se demonstrou super maduro, companheiro e um amor só. E claro, temos que falar sobre o Diego não é mesmo? Ele foi fundamental no processo de cura da Cat, foi amigo (uma amizade bem colorida) e se mostrou ser tudo que ela precisava no momento em que ela precisava! Antes de casar é um livro incrível, cheio de referências literárias e nerds, festas, confusões, amizades e muito amor! Entrou para a lista dos preferidos e que eu recomendo muito! ​ Espero que tenham gostado da resenha, beijos e até a próxima!

Quando a bela domou a feraEloisa James
Quando a bela domou a feraEloisa James · há 444 sem

Quando a Bela Domou a Fera - Eloisa James | Blog Entre Páginas

Oie oie minha gente, tudo bem com vocês? Ah eu comecei 2018 agarradinha no Romance de Época não é mesmo? Até então eu só conhecia os livros da Julia Quinn, por isso resolvi conhecer novas autoras do gênero e estou cada vez mais apaixonada pela escrita da Eloisa James. Quando a Bela Domou a Fera foi o segundo livro dela que eu li, e esse conseguiu me conquistar ainda mais que Um Beijo a Meia-Noite (que já foi um amorzinho!). Venham conferir o que eu achei do nosso Dr. House de época e sua história! Linnet é a jovem mais bela e cobiçada da atual temporada de Londres. E sabendo disso, ela usa todo o seu charme a seu favor, a fim de conquistar os homens que despertam seu interesse (coisa difícil de acontecer), até que ela conhece um príncipe. O que ela não espera é que esse príncipe de príncipe mesmo só tenha o título, quando ouve falar em casamento some do mapa, traz grandes complicações à reputação da moça, e de uma hora para a outra, Linnet vê sua vida virada de cabeça para baixo, na boca de toda a sociedade. Após o “escândalo”, Linnet não tem mais pretendentes, reputação, e todos se negam a acreditar em sua verdade, inclusive seu pai e sua tia. A única preocupação dos dois é casar Linnet o mais rápido possível, com alguém que aceite a moça sem muitas perguntas. E a oportunidade surge em Piers Yelverton, o conde de Marchant. Piers é um medico brilhante, com uma arrogância dez vezes maior que a sua inteligência. Devido a um fato de seu passado, Piers tem uma perna fraturada, e por isso a isso sente muita dor constantemente e usa uma bengala para se apoiar. A dor somada a sua arrogância e falta de paciência fazem com que Piers tenha um humor terrível, e acaba ganhando o apelido de “Fera”, pois poucas pessoas conseguem lidar com ele. O pai de Piers deseja casar o filho desesperadamente, mas essa não é uma tarefa tão fácil, primeiro porque Piers não deseja se casar, JAMAIS; segundo porque devido à fama do filho, não chovem moças desejosas de se casarem com o médico... Seu pai precisa de uma candidata realmente desesperada rs, e quando Linnet surge precisando de um marido, parece um milagre caído do céu. Mas será mesmo? Assim que Linnet chega à propriedade de Piers para conhecer seu pretendente, as coisas começam a andar. Os criados de Linnet apostam que o conde se apaixonará pela moça (Afinal, todos se apaixonam...), já os criados do conde apostam que ele fará a moça voltar para Londres às lágrimas. E a pergunta fica no ar: quem dobrará quem nessa história? O que ninguém espera é que Linnet e Piers criem uma amizade durante a temporada da moça na propriedade. Linnet é diferente do que Piers esperava, é espontânea, engraçada, e decidida, e não tem medo dele. Já Linnet consegue ver o homem por baixo da fera que todos veem no médico, acredita que exista bondade nele, mas que por algum motivo ele esconde esses sentimentos... Mas será que ele terá coragem para se entregar ao que sente? Ou nada disso sera suficiente para fazer com que a fera vire um príncipe? Essas são as perguntas que essa história nos trás. Após muitas resenhas positivas e vários comentários sobre o nosso Dr. House de época, eu estava bem ansiosa por essa leitura, minhas expectativas estavam altas, e graças a Deus não me decepcionei haha. Eloisa James com certeza me conquistou com suas releituras dos clássicos, e aguardo ansiosa o terceiro volume dessa série. Piers é realmente muuuito parecido com o House (e falo com propriedade de 8 temporadas assistidas kk), com seu humor negro, temperamento ácido e sua bengala. Sua convicção de que nunca irá se casar é tão forte que eu quase acreditei nele. O relacionamento com o pai é bem complicado, e passei boa parte da leitura tentando entender o que havia acontecido de tão traumático entre os dois, e quando finalmente descobri, entendi um pouco o lado dele. Quando Linnet chega a propriedade, eu achei que ele ia ser um cavalheiro de armadura reluzente, mas não, o homem me surpreendeu de novo! Confesso que no início Linnet me irritou um pouco, mas a evolução da personagem foi me conquistando, e a forma como ela lida com Piers é muito engraçada, ele é pirracento e ela nem liga! A forma como o relacionamento dos dois vai sendo construída ao longo da história é muito bonita, e os capítulos finais são emocionantes, eu amei! Espero ler mais títulos da autora em breve, e gostar tanto quanto gostei dessas releituras maravilhosas! Espero que tenham gostado da resenha, beijos e até a próxima!

O menino que desenhava monstrosKeith Donohue
O menino que desenhava monstrosKeith Donohue · há 444 sem

Resenha: O Menino que Desenhava Monstros (Blog Entre Páginas)

Jack Peter é um garoto de 10 anos com Síndrome de Asperger, um tipo de autismo que afeta a capacidade de se socializar e de se comunicar com eficiência. Três anos atrás ele e seu amigo Nick sofreram um "acidente" no mar e quase se afogaram, e desde então o menino se tornou mais fechado e recluso. Desenvolveu uma agorafobia aguda, não sai de casa a não ser que seja extremamente necessário, e nessas situações, conseguir trazê-lo para fora de casa é um grande sacrifício. A distração de Jack são seus jogos, que às vezes se tornam uma verdadeira obsessão. Por um tempo são jogos de tabuleiro, depois batalhas e guerras com bonecos, e enquanto Jack não enjoa, ele e Nick passam seu tempo juntos dessa maneira. Nick é o único “amigo” de Jack, e por isso faz o possível para se dar bem com o garoto, mas nem sempre sua paciência ou compreensão são as melhores... A mais nova distração de Jack é desenhar monstros, e enquanto Nick se inspira nos clássicos dos filmes, Jack traz coisas absurdas direto da sua imaginação. É uma situação como todas as outras já vividas pela família, até que, afetados ou não pelos desenhos, as pessoas a volta de Jack começam a ver e ouvir coisas estranhas e inimagináveis... Seria alucinação, imaginação, ou algo mais? O medo faz várias lembranças e segredos virem a tona, as pessoas começam a revelar o que jamais esperavam, e aos poucos vamos percebendo que os verdadeiros monstros podem estar escondidos dentro de nós. Essa foi uma resenha difícil de fazer, porque foi um livro difícil de ler. Sabe quando você não consegue se conectar de verdade com os personagens, e não consegue definir se está gostando ou não da história? Foi a minha sensação durante toda a leitura. Nos últimos capítulos consegui me entender com a história, desejar um final grandioso, e quando esse veio, foi um pouco, decepcionante. Ao logo da história, vamos conhecendo Jack, sua família e os amigos próximos. O autismo de Jack o torna um pouco antissocial, em alguns momentos ele conversa, interage, mas em outros ele “desliga”, e se torna completamente alheio ao que acontece a sua volta. Seus pais tentam lidar com a situação de formas diferentes, enquanto o pai acredita que a condição de Jack é só uma fase, vai melhorar, e que ele pode exigir mais do garoto, a mãe tem suas ressalvas, acredita que Jack precisa de ajuda profissional, e as vezes chega a ter medo dele (e o fato de ele tê-la agredido em um dos seus ataques não ajuda muito). Ela as vezes questiona seus sentimentos pelo menino, e isso a faz se sentir tão culpada, e que ela começa a procurar ajuda na igreja. A medida que todos na casa começam a ver e ouvir coisas, os nervos vão ficando a flor da pele e a realidade e imaginação começam a se misturar. Jack afirma o tempo todo que os monstros estão rondando a casa, e mesmo não tendo explicações para as situações estranhas, ninguém dá ouvidos ao garoto, até que Nick começa a perceber que Jack desenhou alguns dos monstros e situações que o assustaram, mesmo que não as tenha visto, e começa a perceber que o papel de Jack nessa história pode ser muito maior do que todos imaginam... O final da história foi confuso, bem corrido, e na minha opinião, podia ser melhor. O livro seguiu toda uma linha de raciocínio ao longo da narrativa, e no final, muda para o oposto de uma forma não muito satisfatória. Eu me surpreendi, isso é um fato, eu não esperava por algumas revelações, mas ainda assim, elas não foram suficientes para me fazer gostar da conclusão da história. Dentre todos os personagens, os que mais gostei foram Jack e sua mãe. Todos ali tem defeitos, escondem seus “pecados”, mas pra mim, os dois são os mais reais, Jack por não esconder suas imperfeições, e a sua mãe por seu defeito ser algo completamente humano, e pela forma como ela tenta lidar com ele, achar uma solução. Todos os outros são bem hipócritas na minha opinião, e não consegui gostar de mais ninguém. A edição da Darkside está linda como sempre, e no final do livro tem algumas páginas em branco para que você possa desenhar os seus monstros.

MR ROMANCELeisa Rayven
MR ROMANCELeisa Rayven · há 446 sem

Mr. Romance | Blog Entre Páginas (Por Giovanna Ferreira)

Olá! A um tempinho não faço resenhas para o blog, mas essa leitura foi tão importante para mim que preciso compartilhar com vocês. Autora de peças de teatro e dramaturgias produzidas na Austrália, Leisa Rayven, começou escrevendo fan fictions online, obteve sucesso e passou, assim, a escrever e publicar livros. Entre eles Mr. Romance um livro com uma história divertida e envolvente narrado por Eden Tate, que vive na cidade de Nova York. Eden é uma mulher forte e decidida que não acredita em romances, com isso gasta sua energia com homens de uma noite para satisfazer suas necessidades. Em contrapartida está sua avó, que está louca para ver a neta namorando, e sua irmã, que acredita em príncipes encantados. [...] “Isso é o que o amor faz com você: te apresenta esse universo de dor em expansão. Porque ninguém fica para sempre. Todos vão embora no fim” [...] Toda essa atmosfera passa por uma reviravolta quando Tate, insatisfeita com o trabalho, resolve fazer uma reportagem que mostre ao seu chefe seu valor e lhe garanta uma promoção. Dessa forma, por uma dica da irmã, ela resolve ir atrás da identidade de MR. Romance acreditando que ele é um aproveitador de mulheres solitárias da alta sociedade. Mas seu plano começa a não sair como planejado, Max Riley descobre que ela está o espionando e resolve fazer uma proposta. Esta consiste em Tate sair em três encontros com Max, se ela se não se apaixonar por ele, receberá todas as informações para expor Mr. Romance em sua reportagem. Tudo isso parece fácil para Eden, no entanto o discorrer da história nos mostra que essa aposta acaba se tornando um desafio para ambos. [...] "Todos nós precisamos de um pouco de fantasia. Em alguns momentos, acreditar que tudo pode ser diferente é a única coisa que nos mantém de pé." [...] Mr. Romance é um livro feito para pessoas românticas e apaixonadas, é um clichê em essência que foi construído em cima de personagens fora do clichê, tornando tão fantástico e autêntico. Sua escrita é fácil tornando a leitura do livro natural. Eden é super engraçada e Max é um fofo, apesar de achar ele muito idealizado, ele se dá bem com todo mundo e cada hora aparece fantasiado de um jeito, eu acho ele meio psicopata, você nunca sabe quando é real e quando está atuando fora os personagens que ele escolhe. Ademais achei os personagens secundários meio apagadinhos, como por exemplo Toby, amigo de Eden, que só aparece quando ela precisa e não recebe muita gratidão em troca. Na verdade Eden se mostra uma péssima amiga quando se trata de Toby, não gostei da atitude dela. Quando acabei a leitura do livro achei os dois protagonistas muito exagerados, eu senti que eles dramatizaram demais uma situação e prolongaram um sofrimento que eu não conseguia enxergar. Fiquei com tanta raiva que fiquei pensando nos dois dias após o fim da leitura. E no fim percebi que esse livro foi feito pra mim. Assim como Eden precisava de Max para entender o romance e aceitar o amor, eu precisava da Leisa para lembrar que os contos de fada ainda existem e que o amor é o maior de todos os sentimentos. É exatamente isso que acontece com os protagonistas eles não são exagerados de uma forma negativa, eles são exagerados da forma que Cazuza escreve, eles são muito intensos e tudo que sentem, sentem com mais força, porque é isso que o amor faz com as pessoas. Esse livro me fez querer achar meu Mr. Romance e viver toda essa intensidade, agora eu acredito em finais felizes e devo muito a esse livro leitura que muito recomendo. [...] “ Todas nós já nos machucamos. Todas nós temos cicatrizes em alguns lugares. Mas o romance nos permite esquecer disso por um momento e acreditar que contos de fadas podem ser reais. Nós vivemos em um mundo de homens falhos. Não há vergonha nenhuma em se permitir acreditar em um perfeito por um tempinho...” Espero que tenham gostado, beijos até mais!

Um beijo à meia-noiteEloisa James
Um beijo à meia-noiteEloisa James · há 454 sem

Resenha: Um Beijo à Meia-Noite (Blog Entre Páginas)

Eu estava relutante em ler esse livro? Sim. Saturada de romance de época? Muito. Li, devorei e paguei língua? COM CERTEZA! Ah gente, me pergunto, porque não li esse livro antes? Foi um romance tão gostoso, e entrou para a minha lista de RE favoritos. Amei a escrita da Eloisa James e sua construção dos personagens, quero ler mais livros da autora com certeza! Um Beijo à Meia-Noite é uma releitura de Cinderela, e nele conhecemos Kate, uma jovem de 23 anos que após a morte do pai, teve sua vida virada de cabeça para baixo quando sua madrasta, Mariana, assumiu as finanças da família. Perdeu os privilégios de filha de um conde, e passou a cumprir as tarefas da casa, cuidar da propriedade, dos arrendatários, e ainda lidar com as exigências da madrasta insuportável e da meia-irmã Victoria, que apesar de não ser má como a mãe, é um pouco “lerdinha”, e muitas vezes deixa-se influenciar pela mãe. Kate já pensou várias vezes em ir embora, mas por pena dos arrendatários que provavelmente seriam despejados pela madrasta assim que partisse, Kate permanece na propriedade aguentando muita humilhação. Victória está noiva e precisa se casar urgentemente, mas para que isso aconteça, ela precisa da aprovação do tio do noivo, o Príncipe Gabriel. Ela deve comparecer ao baile de noivado do príncipe, que se casará com uma princesa russa, e lá conseguir sua benção, porém, Victória está com uma ferida na boca o que torna impossível comparecer a corte do Príncipe, e com isso Mariana obriga Kate a ir no lugar de Victoria e se passar por ela. Sem muita escolha Kate aceita a farsa, e é aí que a história realmente começa, pois a química entre Kate e Gabriel é maravilhosa, e completamente proibida. Gabriel é lindo, sincero, tem um humor negro maravilhoso, e muito fiel as suas responsabilidades como príncipe. Ele de cara se encanta pela personalidade forte e nada convencional de Kate, ela é tudo o que ele queria e que infelizmente não pode ter. Já Kate se encanta com Gabriel, mas tem plena consciência que algo entre eles nunca seria possível, pois o Príncipe já tem uma noiva, russa, linda e rica, com quem ele PRECISA se casar para que possa arcar com todas as despesas do castelo, e sabe que nunca poderia oferecer ao príncipe algo assim. Mesmo com todos os empecilhos e proibições, Kate e Gabriel vivem momentos maravilhosos, mas com data de validade. Kate sabe que não deve se apaixonar por Gabriel e tenta manter os sentimentos por ele o mais “frios” possíveis, mas isso não é algo que possamos controlar não é mesmo? “A jovem se afastou, depois virou-se e disse num tom ácido: – Vossa Alteza! Houve um movimento súbito e, de repente, um braço envolveu a cintura de Kate. Era quente e incrivelmente grande, e ela conseguia sentir as batidas do coração do príncipe. Seu cheiro era maravilhoso, como uma fogueira à noite, quente, selvagem e proibida. – Diga outra vez – pediu ele. – Solte-me – ordenou ela, firme, lutando contra o impulso de relaxar o corpo contra o dele, virar o pescoço e pedir... Um beijo? Nunca fora beijada, e certamente não planejava ter seu primeiro beijo com um príncipe arrogante e indomável que se irritara porque ela não o bajulava! A voz dele soava ardente. – Só quero sentir seu gosto. E toda a energia selvagem e irrefreável que a garota sentia nele fluiu para seu beijo. Ele parecia feito de seda e fogo. O príncipe tinha sabor de fogo.” Eloisa James ganhou um lugar especial no meu coração com essa história maravilhosa. Como eu disse anteriormente, estava saturada de romances de época, e ela fez com que eu me apaixonasse novamente pelo gênero, e isso me fez mais do que feliz. Todos os personagens são engraçados, espirituosos e tem algo relevante a acrescentar a história. Kate é maravilhosa, com o seu altruísmo e vontade de ajudar. Só achei que em alguns momentos ela se diminui demais, se menospreza, e ela não precisa ser assim. Entendo que pela época, sua idade e condição de solteira a fazem se sentir velha e sem chances de casamento, mas ela podia ser um pouquinho mais otimista rs. Gabriel também é um amor só, suas atitudes cavalheirescas causam suspiros, e achei muito bacana a forma como ele assume a responsabilidade de cuidar de seus parentes e do castelo, colocando as necessidades dos outros acima das suas. Há vários outros personagens interessantes que eu poderia comentar, mas a resenha ficaria enorme haha. Posso dizer que a “Fada Madrinha” desse livro é hilária e irreverente, principalmente para a época, e que certos cãezinhos roubaram a cena em vários momentos, eu os amei! O livro faz parte da série Contos de Fada, e é o segundo a ser publicado no Brasil. O primeiro é o Como a Bela Domou a Fera (preciso dizer de qual conto de fadas MARAVILHOSO é essa releitura?) outra leitura maravilhosa que recomendo muito também. Apesar de pertencerem a mesma série, os livros não precisam ser lidos em ordem de publicação, então se joguem! Em breve trago a resenha de Como a Bela Domou a Fera para vocês! Beijos e até a próxima!

O beijo traiçoeiroErin Beaty
O beijo traiçoeiroErin Beaty · há 456 sem

Resenha: O Beijo Traiçoeiro - Erin Beaty (Blog Entre Páginas)

Olá minha gente, tudo bem com vocês? Hoje trago a resenha do último livro lido em 2017, e posso dizer que não poderia ter terminado de maneira melhor. Desde o lançamento de O Beijo Traiçoeiro fiquei encantada pela sinopse e capa, e recebe-lo em cortesia da Companhia das Letras foi um grande presente para mim. A história foi tudo o que eu esperava e mais um pouco, teve ação, suspense, romance, tudo junto e misturado de maneira brilhante, o que fez com que o livro fosse todo amarradinho, e nos prendesse até o fim. Em O Beijo Traiçoeiro conhecemos Sage Fowler, uma jovem passarinheira com o espírito livre. Sage foi criada pelo pai em meio à floresta e pássaros, e diferente das garotas de sua idade ela não se importa com vestidos e maquiagem, prefere calças, andar a cavalo, observar os pássaros na floresta, e isso faz com que ela tenha várias marcas e arranhões pelo corpo, além de não ser uma moça tão delicada... Mas isso é mais que compensado com toda a sua inteligência e astúcia. Sage mora com os tios desde a morte dos pais, e dá aula para seus primos, algo que faz com muito carinho e dedicação, pois sempre gostou de ler e estudar. A vida de Sage muda no dia em que descobre que seu tio planeja enviá-la para a casamenteira, a fim de arrumar um marido para a garota. Os planos de Sage envolviam trabalhar, dar aula, e não um casamento arranjado, e isso faz com que a moça fique muito irritada. Porém, por maiores que fossem os apelos de sua tia, e por mais que Sage tenha tentado controlar sua língua e temperamento, fica claro para a casamenteira que Sage não é uma noiva ideal, e com isso ela faz uma proposta para a menina: que Sage seja sua aprendiz, e acompanhe as noivas para o Concordium (um evento na capital do reino, onde uniões entre grandes famílias são firmadas) disfarçada de noiva, para que assim possa observar as moças, fazer anotações, e ajudar a escolher os noivos que mais sejam compatíveis. Mais uma vez, não é o que Sage gostaria para seu futuro, mas como também não tem muitas opções viáveis, a garota aceita a oferta. A viagem começa e, misteriosamente, uma escolta de soldados é designada para acompanhar as noivas ao Concordium. Sage, com sua curiosidade incontrolável, faz várias suposições sobre o motivo dessa companhia, e quando Darnessa, a Casamenteira, pede que ela também faça anotações sobre tudo que descobrir a respeito dos soldados, seu interesse cresce ainda mais. O que ela não sabe é que isso acaba despertando o interesse dos soldados sobre ela, e pode colocá-la em meio a uma grande conspiração. Paralelo à história de Sage, acompanhamos a história de Capitão Quinn e seus soldados. Após suspeitarem de uma conspiração, os mesmos são designados para escoltar as noivas do Concordium, e secretamente observar o terreno e as propriedades por onde passarem durante a viagem. Capitão Quinn designa um de seus soldados para se aproximar de uma das noivas e tentar conseguir alguma informação, e a noiva escolhida é justamente Sage. Logo fica claro para eles que a moça esconde e sabe muito mais do que aparenta, o livro em que ela faz constantes anotações desperta a curiosidade dos soldados, e assim cresce a dúvida se ela pode ser uma espiã dos inimigos, ou alguém que possa ser usada a favor dos soldados. Quando os caminhos de Sage e os soldados finalmente se cruzam, mais uma vez a vida da moça muda após uma proposta indecorosa; segredos são revelados (mas nem todos), especulações são feitas, e de aprendiz de casamenteira, Sage passa a interpretar um papel que nunca imaginou ser possível, ao mesmo tempo em que começa a ter sentimentos que nunca imaginou que teria por certo soldado, e não sabe todas as consequências que suas descobertas podem trazer para a vida de todos dali pra frente. Gente, sei que eu já falei demais, mas não foi nem 10% do que acontece nas 440 páginas desse livro maravilhoso! Achei a história tão bem escrita, os personagens tão cativantes, que foi impossível não me envolver e ficar apaixonada por essa história. Todo o clima de conspiração, suspense e ação, misturado com um toque de romance fizeram com que a história se tornasse completa! Mas não pensem vocês que tudo são flores no livro, pois não são. Há momentos de tensão sim, e situações bem tristes que partiram meu coração, mas que foram necessárias para combinar com o tom mais sério do livro. Os personagens são todos muito bem construídos. Sage é bem independente, de personalidade marcante e gênio forte. No início ela me irritou um pouquinho com a sua teimosia e pirraça, mas aos poucos isso foi dando lugar a um senso de dever e ajuda ao próximo que me ganhou. Seu relacionamento com as pessoas que ela gosta é bem verdadeiro, e isso foi outra coisa que gostei. “Rato” foi outro personagem que me ganhou. Eu estava louca para entendê-lo melhor, e quando a minha ficha caiu e eu finalmente o entendi, fiquei chocada e mais ansiosa ainda para dar continuidade à leitura. Quando a gente pensa que o livro não pode nos surpreender mais, ele surpreende! Os últimos capítulos do livro são de pura ação, as peças do quebra-cabeça vão se formando, e quando contemplamos a história como um todo ficamos admirados! Há quem não tenha gostado muito do final por ele ser um pouco “aberto”, mas eu achei que combinou perfeitamente com a proposta da autora. O livro terá uma continuação, e eu espero ansiosamente por ela! OBS: Sobre a edição, eu amei a capa, a diagramação, e o fato de vir um marcador na contracapa (A maioria dos meus livros da Seguinte vem), mas achei a capa um pouco molinha, ficou um pouco amassada só por manter o livro aberto, mas fora isso está tudo ótimo! Bem pessoal, chegar de tecer elogios a essa obra não é? Leiam, e depois me contem o que acharam! Espero que tenham gostado da resenha, beijos e até a próxima!

Como se casar com um marquêsJulia Quinn
Como se casar com um marquêsJulia Quinn · há 464 sem

Resenha: Como Se Casar Com Um Marquês (Blog Entre Páginas)

Elizabeth Hotchkiss é uma jovem muito esforçada, que trabalha na casa de Lady Danbury (alguns podem conhecê-la da série dos Bridgertons) para sustentar a si e a seus 3 irmãos mais novos, por quem é responsável desde a morte dos pais. O problema é que as coisas não vão muito bem... Não resta muito do dinheiro que seu pai deixou, e seu salário não é suficiente para cuidar da casa, das crianças e dar-lhes a educação adequada a sua posição, e com isso, a moça não vê outra escolha a não ser se casar, mas não pode ser qualquer pretendente, precisa de alguém com dinheiro, para dar uma boa qualidade de vida aos seus irmãos. Então, em um dia Elizabeth encontra um livro bem peculiar na biblioteca de Lady Danbury. O livro “Como Se Casar Com Um Marquês” traz a promessa de ensinar a qualquer dama todos os passos necessários para fisgar o seu Marquês. De início a moça acha o livro ridículo, mas o desespero a leva a pegar o livro escondido para dar uma olhadinha mais a fundo, afinal, pode ter algum conselho útil não é mesmo? O Marquês de Riverdale, James Siddons, é um agente do departamento de guerra “aposentado” e também sobrinho de Lady Danbury. Após sua identidade ter sido revelada em uma missão, James tem ficado afastado das missões mais perigosas, e passado mais tempo na cena atual de Londres, principalmente na temporada de bailes. Em algum momento ele vai precisar se casar, mas, para James, todos os bailes, conversas e mães empurrando suas filhas a um marquês são cenários mais perturbadores do que qualquer missão que ele já tenha enfrentado. Então Lady Danbury lhe envia um pedido de ajuda; está sendo chantageada por alguém que diz saber um grande segredo seu, e quer que James descubra quem é o chantagista, mas para isso, o sobrinho terá de vir disfarçado de administrador da propriedade, para não levantar suspeitas. James logo parte para a casa a tia, por ter um grande carinho por ela, mas também por não aguentar mais os bailes em Londres. Ao chegar a propriedade, James logo conhece Elizabeth, e fica intrigado com moça e com o livro misterioso que ela carrega. Ela é uma de seus principais suspeitos pela proximidade com sua tia, e James resolver se aproximar mais da moça, em parte para descobrir se ela é a chantagista, e em parte devido a sua curiosidade em relação ao livro. Já Elizabeth vê em James uma ótima oportunidade para treinar os ensinamentos do livro, já que é um homem “próximo” com quem ela não tem a intenção de se casar devido a falta de posses do moço... Então, por conveniência, Elizabeth e James começam a se aproximar cada vez mais, e é quando as armações e suspeitas dão lugar a sentimentos como amizade, carinho e até mesmo ciúmes, é que as coisas começam a ficar realmente complicadas entre os dois. Será que Elizabeth vai abrir mão de seu objetivo de encontrar um marido rico, e ir atrás desse sentimento que está começando a crescer entra ela e o administrador? E será que James está preparado para enfim se abrir a um relacionamento? Mas para isso, ele terá que contar a verdade sobre a sua identidade para Elizabeth... e como fica a sua lealdade com a tia? Como Elizabeth poderá reagir a omissão, e a suspeita de chantagem? Ah gente, se eu já tinha me encantado pelo Marquês no livro anterior, nesse eu me apaixonei de vez! Fofo, educado, leal, James se mostrou um personagem incrível, com um senso de dever admirável, um amor pela família gigantesco, e um humor sarcástico maravilhoso! Elizabeth também foi uma personagem super fácil de gostar, com seu amor pelos irmãos e lealdade a Lady Dunbury. Suas cenas constrangedoras são super engraçadas sem serem forçadas, e isso foi uma das coisas que eu mais gostei na história. Lady Dunbury continua a velha da bengala de sempre hahaha. Humor ácido, inconveniência e tolerância zero são as marcas dessa mulher, mas ela também é dona de um coração enorme, e faz tudo para ver as pessoas que gosta felizes. Confesso que ela nunca me enganou nessa história toda, mas eu adorei acompanhar suas tramoias rs. Tivemos Blake e Caroline nesse livro sim! E olha, a menina não mudou nada viu? Continua faladeira demais, intrometida demais, em alguns momentos as interrupções dela me incomodaram muito, mas ela também tem um bom coração, não posso negar, e a aparição dos dois trouxe uma pitada de agitação ao livro, foi bom! A dulogia Agentes da Coroa só reafirmou meu amor pela escrita da Julia Quinn. Ainda tenho que acabar a série dos Bridgertons, mas com certeza lerei mais livros da autora! Espero que tenham gostado da resenha, beijos e até a próxima!

Duelo dos imortais (Deuses do Egito)Colleen Houck
Duelo dos imortais (Deuses do Egito)Colleen Houck · há 464 sem

Resenha: O Duelo dos Imortais (Blog Entre Páginas)

Em O Duelo dos Imortais, conhecemos a história dos deuses que regem o caminho dos personagens Lily e Amon na série Deuses do Egito: Osíris. Isis, Néftis e Seth. Seth sempre teve muita inveja dos irmãos e se sentiu inferior a eles, uma vez que os poderes de todos se manifestaram muito cedo, e os seus não. Além disso, Seth sempre teve sentimentos por Isis, e sua obsessão pela deusa o torna cada vez mais frio e sombrio. Isis já havia desistido de encontrar alguém para amar, até que com a volta de Osíris para casa, ela percebe que seus sentimentos por ele eram mais fortes do que ela imaginava. É nítido que Osíris corresponde aos sentimentos dela, mas como um relacionamento entre os Deuses era estritamente proibido, ela a afasta, deixando Isis muito magoada. Paralelo a isso, Seth finalmente descobre o seu poder, o de “desfazer” toda criação, e com isso, resolve impressionar Isis e convence-la a ficar com ele. Porém, quando percebe os sentimentos entre ela e o Osíris, e tomado por uma fúria imensa, e resolver usar todo o seu poder para separar o casal e tomar Isis para si; Seth está disposto a fazer o impensável, mesmo que isso traga consequências que nenhum deles pode prever. Apesar de ser um livro de poucas páginas, O Duelos dos Imortais traz uma grande história. Não conheço muito (quase nada) sobre mitologia egípcia, é tudo muito novo pra mim, e por esse motivo acredito que conseguir “aproveitar” muito mais a história. Além disso, ter um precursor da série Deuses do Egito foi essencial, pois me fez entender mais a história, a origem de alguns fatos e desavenças, e me conectar mais com os personagens. A forma como a autora descreveu os personagens foi fantástica, principalmente Seth. Consegui sentir toda a sua inveja, desprezo pelos outros e ar de superioridade, e isso me fez tomar ódio dele gente kkkkk; Isis é meio impulsiva, e em certo momento, meu lado racional dizia “mas ela mal se apaixonou e já está nesse desespero todo?”. Osiris é o típico cara que fazer tudo direito, mas não consegue se conter, e Néftis, ela me fez passar um pouco de raiva também, mesmo que seus atos fossem na melhor das intenções (De boas intenções o inferno está cheio né? Kkkkkk). Mesmo sendo o terceiro livro a ser lançado, por ser um precursor, O Duelo dos Imortais pode ser lido fora da ordem, pois sua leitura não influencia em nada nos acontecimentos dos próximos livros ou dá algum spolier do que vêm a seguir. Eu até sugiro começar por ele mesmo, pois assim, já temos uma visão geral de como as coisas aconteceram. A Arqueiro tem feito um trabalho de edição excelente com essa série! Todas as capas são incríveis, e essa, em minha opinião, é a mais bonita até o momento. Agora sim estou ansiosa para terminar essa série, e saber como as coisas vão se desenrolar! Espero que tenham gostado da resenha pessoal, beijos e até a próxima!

O Garoto Do Guarda-ChuvaA. N. A. Cleide DA SILVA
O Garoto Do Guarda-ChuvaA. N. A. Cleide DA SILVA · há 471 sem

Resenha: O Garoto do Guarda-Chuva (@entrepaginasblog)

Oie gente, tudo bem? Finalmente trago a resenha de O Garoto do Guarda-Chuva, conto recebido em parceria com a autora Ana Cleide. Nesse conto, conhecemos a jovem Isis, uma menina de 20 anos que passa por um momento delicado na sua vida. Quantos de nós chegamos a essa idade sem saber o que queremos para o nosso futuro não é mesmo? Além disso, Isis tem poucos amigos e uma relação conflituosa com seus pais, o que a faz se sentir mais sozinha e perdida ainda. Até que um dia Isis conhece um garoto portando um guarda-chuva, e esse pode ser o início de uma mudança significativa de vida, capaz de trazer à Isis a felicidade que ela tanto almeja. O Garoto do Guarda-Chuva é principalmente um conto sobre amadurecimento. Trata das relações familiares, do primeiro amor, e da busca pela felicidade. É muito fácil se identificar com Isis e suas incertezas sobre o seu futuro, como disse anteriormente, todos nós já passamos por isso. Ana Cleide construiu personagem fortes, reais, que compõem a história muito bem. ⠀ Recomendo a leitura a todos os fãs do gênero! Vejam mais resenhas na #ResenhasBEP

Minha Vida (Não Tão) PerfeitaSophie Kinsella
Minha Vida (Não Tão) PerfeitaSophie Kinsella · há 471 sem

Resenha: Minha Vida (Não Tão) Perfeita (Blog Entre Páginas)

Olá pessoal, tudo bem com vocês? A resenha de hoje é de um livro que recebi como cortesia da Editora Record, e fiquei extremamente feliz! Já li muitas resenhas positivas de livros da Sophie Kinsella, e esse em especial chamou muito a minha atenção no Mochilão da Record! Foi uma leitura não tão rápida, mas deliciosa, e deixou uma ótima primeira impressão! Minha Vida Não Tão Perfeita conta a história de Katie, ou melhor, Cat, uma garota que aparenta ter a vida perfeita, morando no ap perfeito, trabalhando no emprego dos sonhos! Mas na realidade, as coisas não são bem assim... Cat gostaria muito que a sua vida fosse a que ela mostra no Instagram, com todo o glamour e alegrias, mas o que a espera é o seu flat minúsculo, o trabalho chato e burocrático, e sua chefe, em quem ela tanto se espelha, que não faz nem ideia de que ela existe. Cat saiu do interior para ir atrás do seu sonho, morar em Londres, trabalhar em uma grande empresa, ter o seu próprio espaço, e sabe que para ter tudo isso, é preciso muito esforço. Um dia a “parte boa” vai vir de verdade, e por isso ela faz o possível para se manter com o que tem, mesmo que tenha que contar cada centavo, e mentir para o seu pai sobre a vida que tem na cidade, uma vez que ele não ficou muito feliz com a sua ida para lá. No trabalho as coisas também não são melhores. Cat tem uma chefe que é uma lenda, tem a vida perfeita, as melhores oportunidades... e também é uma megera, que não valoriza o trabalho de ninguém, não lembra das coisas, e não faz ideia de que a Cat existe. Cat deseja muito ser notada por Deméter e assim começar a crescer na empresa e ver seu sonhos se realizarem, mas isso não acontece na velocidade que ela espera. Paralelo isso, Cat conhece Alex, que de início ela pensa ser algum funcionário da empresa, mas logo a moça descobre que ele é um dos donos! Os dois começam a se aproximar, mas logo Cat descobre que Alex não é o príncipe que ela imagina, e a partir daí, as coisas começam a piorar. Um belo dia Deméter demite Cat (de uma forma bem estranha por sinal) e aí o mundo da moça desmorona de vez. Desamparada, Cat resolve voltar para a casa dos pais, e sem coragem de dizer que foi demitida, ela conta para os dois que está em um período sabático, e resolve ajudá-los com o seu glamping, que tem feito um verdadeiro sucesso. As coisas vão bem por lá, até que Demeter aparece com toda a família para passar uma temporada, e nisso Cat vê uma oportunidade de se vingar da antiga chefe... Mas será isso que ela realmente quer? Como minha primeira experiência com a escrita da Shopie Kinsella, posso dizer que fiquei extremamente satisfeita! A história toda é muito divertida, o livro foi me conquistando aos poucos, a leitura vai ficando melhor a cada página, e isso foi uma das coisas que eu mais gostei, acompanhar essa evolução da história e dos personagens. Minha única dificuldade foi mais uma coisa pessoal, o livro é narrado em primeira pessoa, pela Katie, e eu tenho o hábito de ler livros em 3ª pessoa, por isso foi “difícil” no início me acostumar, mas nada que prejudicasse de verdade a leitura. De início eu não gostei da Katie, achei que a moça reclamava demais, e era muito invejosa! É muito fácil ver a vida do outro “de fora”, e achar que ele tem a vida perfeita né? E também era muita hipocrisia dela julgar a Deméter dessa forma, quando ela mesma fingia ter uma vida que não tinha nas redes sociais... o que garantia que com muitas outras pessoas também não era assim? Também achei extremamente infantis algumas atitudes dela no camping, e por tudo isso foi difícil me conectar com a personagem, acho que esse foi o primeiro livro em que eu não me apeguei de verdade a ninguem, apenas a história em si. Sobre o romance, ele não foi o foco aqui. Acontece e é fofo, mas é muito claro que o mais importante era o amadurecimento da personagem (talvez não só da Kate) e seu crescimento como profissional e pessoa. Achei mesmo que o livro ia terminar sem um felizes para sempre, e sinceramente não ia fazer falta pra mim, todas as outras coisas pela qual a personagem passa tem muito mais importância na história. O núcleo de personagens em si é bem construído. Eu gostei muito da Deméter, e teve horas que a confusão dela me confundia também. Os momentos dela no glamping são os mais tristes para mim, quando vemos como a vida dela realmente é. Mas fora isso, a personagem é bem engraçada, e acredito que a mais cativante do livro. O Alex é meio “fantasma”, ele aparece e some no livro, e não senti tanta falta dele assim... Foi interessante o fato de ele também ter que amadurecer, teve muito a aprender, e isso é bem bacana, porque assim vimos aqui um “casal defeituoso”, e isso foi bem real. Geralmente temos a pessoa perfeita, e a que precisa crescer/ser salva/ se redimir, e isso é meio clichê né? Nesse caso cada um cuidou da sua própria vida, a sua maneira, enfrentou seus problemas e esse foi outro ponto positivo do livro. O livro em si é uma verdadeira lição de que ninguém tem a vida perfeita, todos temos problemas e dificuldades a lidar, e que muitas vezes as aparências enganam mesmo! Eu super recomendo a todos os fãs de chick-lits, e com certeza lerei outros livros da autora! Espero que tenham gostado da leitura pessoal, beijos e até a próxima!

Pegando FogoAbbi Glines
Pegando FogoAbbi Glines · há 472 sem

Resenha: Pegando Fogo - Abbi Glines | Blog Entre Páginas

Nan é a personagem mais odiada por todos os leitores da série Rosemary Beach haha. Mimada, arrogante, venenosa, não pensa antes de falar ou agir, e acaba sempre ferindo as pessoas a sua volta. Todos os personagens da série tem algo contra ela, e o único que realmente se preocupa com ela é Rush, seu irmão. O que ninguém percebe, é que no fundo Nan se sente muito sozinha, muitas vezes usada, e sabe perfeitamente de todo o mal que causa e sobre as consequências que isso traz a ela. Quando Major demonstra certo interesse em Nan, ela não pensa duas vezes em se envolver, afinal, está acostumada a casos sem compromisso... Mas então seus sentimentos por Major começam a mudar, e como ele não tem a menor intenção de ter algo sério com ela, Nan tem um surto de “amor próprio” (finalmente!!) e resolver se afastar e esquecer Major, e que lugar melhor pra isso do que Las Vegas? Lá ela conhece Gannon, um empresário misterioso que demonstra muito interesse nela, e a trata como Nan nunca foi tratada antes. Logo ela se apega a ele, e começa a perder o interesse por Major... Mas paralelo a isso, Major percebe que seus sentimentos por Nan podem ser mais do que ele deseja admitir, e resolver lutar para reconquistar a moça. O que Nan não imagina, é que tanto Major quanto Gannon têm planos para ela, e que novamente, as duas aproximações podem ser por puro interesse... Como disse anteriormente, os últimos livros da série Rosemary Beach me surpreenderam muito! Pegando Fogo também tem um toque policial, e seu final contém muita ação e eventos surpreendentes. Pela primeira vez, eu deduzi um par romântico e errei! Eu não digo que justifico todas as atitudes mesquinhas da Nan durante a série, mas entendo a suas atitudes. Na cabeça dela, seu sarcasmo e maldade eram a sua forma de se defender do abandono que sentia, seu escudo, então sinceramente eu não esperava uma “redenção” da personagem, e sim a aceitação de todo o mal que ela fez, e uma mudança de atitudes futuramente. Ela teve sérios momentos de carência? Teve sim. E isso foi uma parte “ruim” do livro, por ser tão independente e segura (ou por parecer assim pelo menos) esse lado dela foi uma surpresa, mas ainda assim não prejudicou a história, só conhecemos um lado mais frágil da tão odiada patricinha! Terminar a série Rosemary Beach foi bom e triste ao mesmo tempo. Vou sentir falta dos personagens, dos dramas, do clima tropical e de todo o universo maravilhoso que a Abbi criou! E por falar e Abbi, a Arqueiro promoveu um encontro com ela na Bienal do Rio, e podemos conhecer ela! Maravilhoso né?

O Último AdeusAbbi Glines
O Último AdeusAbbi Glines · há 473 sem

Resenha: O Último Adeus - Abbi Glines

A história de River Kipling, mais conhecido como Capitão, foi uma verdadeira surpresa pra mim. Estava acostumada com os dramas e situações de Rosemary Beach, mas ela traz uma perspectiva totalmente nova a série, mais ação e um toque policial, e apesar de no início achar que isso não daria muito certo, eu gostei muito! Como conta a sinopse, Kipling está em Rosemary Beach para inaugurar um restaurante de luxo e não vê a hora de ir embora, mas seus planos começam a mudar quando ele passa a ter mais contato com Rose, uma mulher que traz a tona muitas lembranças dolorosas do passado de Kipling, e muda completamente sua visão de futuro. Mas certas coisas, como os segredos de Kipling não podem ser ignorados, e quando os atos do passado vêm cobrar seu preço e colocam todos próximos a capitão em perigo, ele volta aos velhos hábitos, disposto a tudo para proteger aqueles que ama. Abbi Glines constrói com perfeição seus personagens e com essa história não poderia ser diferente. O toque policial deixa a história muito empolgante, viramos as páginas sem nem perceber! Como em todos os livros, esse tem uma pegada picante em algumas cenas, mas sem ser forçado, contribuindo para levar o leitor a entender profundamente a intimidade dos casais da trama. Até achei que o erotismo nesse volume foi beeem menor que em outros livros da série. O Último Adeus nos prepara para o grande final da série, com o livro Pegando Fogo, onde a protagonista é a Nan, e onde mais uma vez temos grandes revelações!

As Tumbas de Atuan (Ciclo Terramar #2)URSULA K. LE GUIN
As Tumbas de Atuan (Ciclo Terramar #2)URSULA K. LE GUIN · há 477 sem

Resenha: As Tumbas de Atuan (Tem Sorteio de Um Exemplar no Blog!)

Iniciamos a história de As Tumbas de Atuan conhecendo Arha, uma menina que teve seu destino traçado no dia que nasceu. Arha pertence a uma comunidade que venera os “Inominados”, deuses das trevas e da escuridão e segundo os crentes e adoradores desses Deuses, toda vez que a suma sacerdotisa morre, ela renasce em uma criança nascida no mesmo dia. Essa criança deve ser levada ao Templo dos Inominados, e instruída em todas as artes necessárias para ser a Primeira Sacerdotisa, honrar e proteger o Templo, e guardar as Tumbas de Atuan. As Tumbas de Atuan são túneis cavados abaixo da templo, sem nenhuma iluminação, por onde a sacerdotisa deve se guiar sem nenhuma luz. Alguns túneis levam a grandes tesouros, outros, apenas a morte, e qualquer pessoa não autorizada pelos Deuses a entrar ali, pode ter um fim terrível. Além dos túneis, as tumbas contém um grande labirinto, que apesar de instigar muito a curiosidade de Arha, ela não se aventura a entrar até se sentir pronta. No labirinto é permitida a entrada apenas da Sacerdotisa, e qualquer outro que tente adentra o mesmo terá uma morte certa. Tudo corria bem na vida monótona de Arha, até que um dia ela encontra um intruso em seu labirinto. Um mago, com certeza, que veio roubar os tesouros que ela guarda! De início, Arha imagina todas as mortes possíveis que o feiticeiro pode ter, mas aos poucos a curiosidade toma conta, e com a desculpa de que “ele vai morrer mesmo”, Arha começa a ter contato com seu prisioneiro, e questionar o mundo de onde ele veio e as coisas que conheceu, e esse contato planta as raízes da dúvida em Arha: ela está mesmo do lado certo da história? As Tumbas são realmente tudo que ela tem a conhecer? Será que existe algo mais pra ela, fora do Palácio dos Inominados? Ou será que tudo que ela conheceu e acreditou a vida toda, não passaram de mentiras? As Tumbas de Atuan é um livro curtinho, são 160 páginas (Até menos que isso na verdade), mas mesmo assim carrega uma história fascinante. Apesar de O Ciclo Terramar girar em torno de Ged e suas “aventuras”, a protagonista da história é Arha (na verdade, Tenar) e Ged é apenas um coadjuvante na evolução da menina. Tenar é uma garota completamente alienada pelo culto do qual faz parte. Toda a sua vida foi guiada em prol dos Deuses Inominados, não conhece nenhuma verdade que não seja a deles, nenhum mundo que não seja aquele. Ela carrega um poder sombrio que pouco compreende, e o fardo de não ter ou conhecer nada, a não ser a vida que sempre teve. Quando conhece Ged e suas histórias, Tenar começa a se perguntar se podia existir algo mais para ela. Resolve escrever a própria história, e apesar do medo do desconhecido, está disposta a correr atrás de uma vida melhor. Nesse volume temos um Ged mais maduro e sábio. Ele aceita o destino que Tenar julgar para ele, mas o tempo todo quer o melhor para a menina. Seu objetivo nas Tumbas foi claro, e acho que uma introdução para algo bem maior que está por vir. "- Fazer surgir um jantar - completou Ged. - Ah, eu poderia. Em pratos de ouro, se quiser. Mas seria só uma ilusão e, quando a pessoa come ilusões, acaba com mais fome do que antes. É tão nutritivo quanto comer as próprias palavras." O Ciclo Terramar é uma das melhores séries de fantasia que eu já li, pela sua profundidade e lições. Os personagens são bem escritos, a história rica em detalhes! Recomendo para todos os fãs do gênero!

Boneco de PanoDaniel Cole
Boneco de PanoDaniel Cole · há 479 sem

Resenha: Boneco de Pano - Daniel Cole (Blog Entre Páginas)

Olá pessoal, tudo bem com vocês? A resenha de hoje também segue a linha de gênero romance policial, e foi uma das minhas melhores leituras do ano! Boneco de Pano foi um título muito aguardado por mim, por conter uma premissa maravilhosa, uma sinopse que já nos enche de expectativas, e, confesso, uma capa bem linda né? Eu amei a leitura (A Arqueiro sempre arrasa nas publicações policiais), não consegui largar o livro enquanto não terminei, e hoje vim contar um pouquinho sobre o que eu achei dessa história. Em Boneco de Bano conhecemos o detetive Wolf, um policial que foi afastado de suas funções por um tempo, por ter se envolvido demais em um caso e quase matado um suspeito de um crime. Wolf fez tratamento psicológico, e estava voltando moderadamente as suas funções, quando sua colega, Emily Baxter, pede sua ajuda em uma cena de crime próxima a casa do detetive. Ao chegar ao local do crime, Wolf encontra o que parece ser um boneco, composto por partes do corpo de 6 pessoas diferentes. Logo Wolf faz duas constatações importantes: 1 – a cabeça do “boneco” pertence ao suspeito que ele quase matou em um tribunal (atitude que causou seu afastamento da polícia), 2 – o “boneco” está apontando para o apartamento de Wolf. As investigações começam, e logo a mídia se envolve, principalmente devido ao envolvimento de Wolf no caso, uma vez que ele já foi alvo de grandes críticas na mesma. E então, Andrea, a ex-esposa de Wolf e também uma repórter que deseja se tornar ancora, o procura com revelação muito importante a fazer: recebeu fotos do “Boneco de Pano”, e uma lista com o nome de 6 pessoas e as datas que elas iam morrer, e um dos nomes, era o de Wolf. Nesse momento, a polícia percebe que os assassinatos tem alguma ligação com Wolf e o caso polêmico de anos atrás, que custou muita coisa ao detetive. A polícia procura, além de identificar as vítimas, alguma ligação entre as mesmas, e quanto mais fundo vão na investigação, mais as coisas vão se complicando. Wolf novamente se envolve demais no caso, o que preocupa todos a sua volta, pois seu comportamento se torna violento, imprudente e em alguns momentos, comprometedor. Quanto mais o tempo passa, mais o comportamento de Wolf fica violento, até que ele é afastado do caso. Enquanto isso, um detetive novato na delegacia, começa a seguir uma nova linha de raciocínio, e faz descobertas surpreendentes sobre o caso, provando que Wolf poderia estar mais envolvido do que todos imaginavam. Mas será que as coisas realmente são o que parecem? Pode a vítima também ser o culpado? Ou tudo faz parte de uma história muito maior, que todos estão longe de descobrir? A reta final da história é eletrizante, cheia de reviravoltas e surpresas, não sabemos em quem confiar ou em quem acreditar. Wolf se mostra um personagem mais complexo do que se espera, e consegue surpreender todos a sua volta. Como a fã de romances policiais que sou, não tem como não ter amado esse livro. Daniel Cole construiu um enredo surpreendente, onde todos os fatos de ligam de forma perfeita. Todos os personagens são bastante realistas, com suas imperfeições, defeitos e atitudes. O núcleo central é formado por Wolf, Emily, O Novato (confesso que eu esqueci o nome dele, e o livro não está aqui perto agora) o parceiro de Wolf, o capitão da polícia e Andrea, a ex-esposa de Wolf, e todos eles tem um papel super importante na história. Apesar de a sinopse dar a entender que "Emily" seria o foco da narrativa, achei ela bem "segundo plano". É sim uma personagem muito boa, e faz ótimas contribuições a história, mas o foco ali sempre foi o Wolf, acho mesmo que até o investigador Novato teve uma participação muito mais significativa que a dela. Não me conectei tanto com ela, em certos momentos ela é bem imatura e pirracenta, mas isso a torna também um pouco mais realista. Wolf é um personagem bem interessante. Largado na vida (haha), extremamente dedicado ao trabalho, viu sua vida pessoal e profissional ruir ao se envolver demais em um caso anos atrás, quando ele tinha certeza de que o suspeito era culpado, e ao ver o mesmo ser inocentado, quase matou o sujeito dentro do tribunal. A polícia o crucificou, o prefeito, a mídia. E mesmo depois que foi provado de que ele estava certo, a vida de Wolf já tinha sido completamente mudada, e seu destino traçado, muito mais do que todos imaginavam. Ele tem o perfil policial que estamos acostumados a ver em livros do gênero e filmes: impulsivo, inconsequente, disposto a tudo para solucionar um caso. Leva para o lado pessoal a caça ao assassino, e isso traz consequências enormes para ele e todos a sua volta. O final dessa história é eletrizante e surpreendente! O desenrolar e esclarecer dos fatos nos deixam preocupados, apreensivos. Duvidamos do que é certo e errado, e em alguns momentos do que é justificável e o que não é. Somos surpreendidos até a última página, e ainda terminamos com um gostinho de quero mais! Com certeza foi uma leitura extremamente satisfatória, uma das melhores de 2017! A edição da Arqueiro está impecável, e recomendo a todos os fãs do gênero! Espero que tenham gostado da resenha, beijos e até a próxima!

Mestre das chamasJoe Hill
Mestre das chamasJoe Hill · há 479 sem

Resenha: Mestre das Chamas - Joe Hill (Blog Entre Páginas)

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Motivada pela vontade de ler algo fora da minha zona de conforto, solicitei entre os lançamentos da Editora Arqueiro o livro Mestre das Chamas, um thriller bem promissor, com uma premissa que chamou muito a minha atenção: “pessoas entrando em combustão espontânea? Como assim?”. A leitura demorou mais do que eu esperava, em alguns momentos foi um pouco arrastada (o livro tem 592 páginas, era de se esperar um pouquinho disso...), mas no fim, posso dizer que gostei do livro, e com certeza lerei mais títulos do autor. Em Mestre das Chamas conhecemos Harper Grayson, uma enfermeira apaixonada pela profissão, que vive um momento complicado da história. Há um novo vírus contaminando as pessoas, tudo começa com manchas pretas surgindo pelo corpo, e termina com o portador entrando em combustão espontânea. Ninguém sabe sua origem, forma de contaminação ou cura, e à medida que os casos de infectados aumentam cada vez mais, o caos começa a se instaurar pelo mundo. Movida pela necessidade de ajudar, Harper vai trabalhar em um hospital onde tem contato com muitos infectados, mas após um acidente em que o hospital pega fogo, Harper passa a ficar em casa, com o marido Jacob. Após algum tempo, Harper descobre duas coisas muito importantes, a primeira, é que está infectada com a Escama do Dragão (nome popular dado ao vírus), e a segunda, que está grávida. Jacob não aceita a doença da esposa, e quer a todo custo forçar Harper a se matar, ou a deixa-lo matá-la, pois acha inconcebível que a esposa corra o risco de infectar outras pessoas, inclusive a ele. Harper acredita que o bebê pode nascer sem o esporo, e por isso resolve lutar pela sua vida até a chegada do bebê. Os dois brigam, e Jacob passa de “marido amoroso” para psicopata violento, o que obriga Harper a fugir e procurar por ajuda. Paralelo a isso conhecemos o “bombeiro”, um homem que aprendeu a controlar a essência do esporo, e consegue usá-lo a seu favor, seja projetando fogo em partes do corpo, ou criando distrações para ajudar pessoas contaminadas... Seu nome verdadeiro é Jhon Rockwood, mas é conhecido por “bombeiro” por andar pela cidade vestido como um. Com o medo da contaminação, vários "bondes de cremação" começam a surgir, formados por pessoas que acreditam que a melhor forma de lutar contra o esporo é matando os portadores. O "bombeiro" luta contra esse tipo de atitude, e ajuda pessoas contaminadas a fugirem e acharem um lugar para se esconder. Jhon ajuda Harper a fugir do seu marido e a leva para um acampamento de refugiados, que apesar de não saberem controlar as chamas como Jhon, desenvolveram uma técnica para “acalmá-la”, e não entrar em combustão, com isso, vivem em harmonia... Harper acha que finalmente encontrou um lugar seguro para ter o seu bebê, mas aos poucos vai percebendo que as coisas na colônia não são o mar de rosas que aparentam ser, e pode ser que lá, tanto quanto no “mundo exterior”, ela tenha que lutar pela própria vida. A partir daí muitas coisas acontecem, Harper passa por situações inimagináveis, faz amigos e inimigos, e descobre uma força que ela mesma não imaginava que tinha. Apesar de ser uma pessoa bem passiva, chega um ponto em que ela resolver botar as “asinhas” de fora, e é aí que seu problemas se multiplicam, mas é também quando ela descobre quem realmente está do seu lado, e por quem realmente vale a pena lutar. Como disse anteriormente, escolhi ler Mestre Das Chamas porque estava precisando sair da minha zona de conforto, e uma história inovadora, com pessoas entrando em combustão em era pós-apocalíptica, me chamou muito a atenção. Posso dizer que Mestre das Chamas cumpriu o seu papel, mas não me agradou tanto quanto eu esperei que fosse acontecer... O enredo é muito bom, e Joe Hill foi bem detalhista em alguns aspectos, o que contribuiu para que entendêssemos melhor a situação vivida pelos personagens. No entanto, o excesso de detalhes algumas vezes tornou a narrativa um pouco cansativa. Quanto aos personagens, posso dizer que gostei muito de todos eles. No início tive um ódio mortal da Harper! Ela era extremamente submissa, passiva, não enxergava o quanto o seu marido era uma pessoa detestável, e toda a falta de atitude dela estava me irritando profundamente. Quando ela finalmente resolveu reagir eu dei pulos de alegria, e aí sim comecei a me envolver mais com a história. Harper evoluiu bastante durante a narrativa, e apesar de ainda ter algumas atitudes “inocentes”, ela aprendeu a mostrar a sua voz e lutar pelo que queria. Jacob, o (ex) marido da Harper, é um dos personagens mais detestáveis que eu já li em toda a minha vida! Machista, preconceituoso, violento, cínico, cheio de si, só aparecia na história para deixar tudo pior. Confesso que ansiei por sua morte a cada aparição dele na história, e ainda achei pouco o fim que ele teve. Quanto ao Jhon, o bombeiro, confesso que esperava um pouco mais dele... A sinopse dá a entender que ele será o grande salvador da Harper e de toda a história, mas ele é apenas mais um dos personagens secundários, com o diferencial de saber controlar as chamas e usá-las a seu favor. Ainda assim, ele é carismático, conseguiu me conquistar, só não teve o final que eu esperava... Ainda há muitos outros personagens interessantes no livro (uma colônia cheia deles) mas se eu for citar cada um, essa resenha não vai ter fim! Posso dizer apenas que Joe Hill soube criar uma comunidade com as mais diversas personalidades, mostrando exatamente como é a natureza humana, e tudo o que estamos dispostos a fazer quando as regras e a moralidade parecem não mais existir. Quando o desespero toma conta e temos que lutar pela própria vida, muitos deixam seus instintos agirem, e é aqui que conhecemos o verdadeiro eu de cada um. Não posso contar muito para deixar vocês curiosos, mas devo dizer que o final foi diferente de tudo o que eu esperava! Fui surpreendida positivamente em alguns pontos, negativamente em outros, e terminei a leitura com aquele gostinho de quero mais... Joe Hill soube amarrar bem todas as pontas, e quanto a isso não tenho do que reclamar, mas acho que alguns personagens mereciam um final melhor... É a vida né? Acredito que os fãs de Caixa de Pássaros (assim como eu

O JogoElle Kennedy
O JogoElle Kennedy · há 485 sem

Resenha: O Jogo - Elle Kennedy

Dean Di Laurentis é a personificação do estereótipo jogador + gostoso + pegador. Ele já ficou com muitas garotas da faculdade, é super exibicionista, não assume um relacionamento e é sempre muito claro quanto a não querer nada com ninguém; deixa sempre a impressão de não querer nada com a vida ou com alguém, vivendo apenas a famosa “vida do Dean”. Joga hóquei, mora com os amigos, e está apenas esperando a fase de preparação da faculdade terminar, para entrar em uma das melhores escolas de direito (como seu pai e irmão) e terminar sua graduação. Mas, apesar de todo esse “lado negro”, Dean é bem mais do que aparenta ser. Sua lealdade aos amigos e amor pela família mostram que por trás do rostinho bonito pode existir bem mais. Ao conhecermos um pouco de seu passado entendemos essa sua postura, e ao acompanharmos seu comportamento ao longo do livro, fica ainda mais claro que ele é muito mais do que deixa transparecer. Allie já é uma personagem conhecida dos outros livros, colega de quarto de Hannah (do livro O Acordo). A moça acaba de sair de um relacionamento de 4 anos bem complicado, marcado por muitas idas e vindas e brigas. Decidida a não voltar para o ex mais uma vez, Allie precisa da ajuda de Hannah para controlar os seus impulsos, e quando essa não se mostra disponível, Allie acaba optando por se esconder na casa de Garret no fim de semana, na companhia de ninguém menos que Dean Di Laurentis. Dean e Allie são completamente os opostos um do outro e não tem a menor intenção de se envolverem, mas após um filme horrível, várias confissões e algumas doses de tequila, essas “intenções” podem mudar... e mudam. Após uma noite juntos, Allie quer agir como se nada tivesse acontecido, casos de uma noite só não são o seu perfil, e enquanto isso Dean não consegue aceitar que ela não quer mais nada com ele. (Convencido nem um pouco né?). Mas as circunstâncias acabam colocando esses dois juntos novamente, os jogos de provocação vão ficando cada vez mais interessantes, o laço entre os dois vai ficando mais forte, e agora, resta aos dois decidir se vão enfrentar suas convicções e expectativas e deixar o romance acontecer, ou se vão esquecer tudo o que aconteceu entre os dois e cada um seguir o seu rumo... Esse definitivamente foi o meu livro preferido da série até agora! Gente, eu tenho uma queda por personagens com o nome Dean, só pode haha (Fãs de Supernatural me entendem!). Confesso que nos livros anteriores não prestei tanta atenção nele. Dean estava sempre fazendo piada de alguma coisa, pegando alguma mulher (de preferência em público), não acrescentava tanto assim a história. Acho que nem os colegas de “casa” prestavam tanta atenção nele, pois ele sempre teve um ar de “não quero nada com a vida” entendem? Só nesse livro consegui finalmente entender a personalidade do Dean, e aí me apaixonei! A questão é que Dean demostra ter a vida muito fácil, sem nenhum problema... e ele tem mesmo! Veio de uma família maravilhosa e compreensiva, com quem mantém um bom relacionamento; tem dinheiro e total liberdade para usá-lo; é inteligente, amigo, companheiro, divertido, mas deixa que as pessoas pensem que ele é o típico “louro burro” porque pra ele não faz diferença o que as pessoas pensam a seu respeito. No fim, Dean é apenas um cara legal, aproveitando “as boas oportunidades que a vida lhe oferece” enquanto não chega o momento de encarar a vida real e as decisões sobre o seu futuro. Ele tem um motivo para não querer relacionamentos, e é bem sincero sobre suas intenções com todas as mulheres com quem se envolve, então, não dá pra julgar tanto assim suas atitudes. Já Allie está à procura de um novo rumo na vida. Ela sempre namorou, gosta de relacionamentos e de ter alguém ao seu lado, mas percebeu que isso acabou tornando-a um pouco dependente, a fez abrir mão de muita coisa, e ela está disposta a mudar isso, a ser capaz de viver sozinha, ser independente. Após o término com Sean, ela está decida a não voltar com ele, mesmo com toda a insistência do ex. E suas fugas a levam diretamente para Dean... Allie não consegue ver o "lado bom de Dean", e a última coisa que ela deseja, e ter sua imagem ligada a ele, não cogita a possibilidade de existir algo entre os dois, pois para ela, a noite que tiveram juntos foi um “deslize” que não deve acontecer nunca mais. Ellie Kennedy já havia me conquistado com O Erro, segundo livro da série. Ao ler O Acordo, Logan perdeu o lugar de queridinho para o Garrett, mas agora, Garrett foi também colocando em segundo lugar haha. Dean é um personagem gracinha demais, com seu coração enorme, sua boa vontade e lealdade aos amigos. Foi maravilhoso acompanhar sua evolução e amadurecimento, ver Dean encontrar o seu caminho, e principalmente ver como ele teve o apoio da família e amigos nessa jornada. Eu me identifiquei muito com a Allie em sua busca por autoconhecimento e independência. Ela sempre foi “levada pela correnteza”, colocou suas vontades em segundo plano em prol dos outros, e quando ela finalmente resolve se colocar em primeiro lugar, correr atrás dos seus sonhos ela percebe tudo o que estava perdendo, e principalmente, que a pessoa certa não nos prende, mas impulsiona para que cresçamos cada vez mais. Não achei que o livro teve uma carga emocional tão forte quanto os anteriores. Enquanto nos outros livros lidamos com questões problemas com abuso, violência e alcoolismo, em O Jogo a questão gira mais em torno do uso de drogas, e em como as pessoas lidam com o luto. É sim um tema forte, mas acho que por ter sido tratado de uma forma mais indireta, não mexeu tanto comigo como os outros assuntos. Claro que me incomodou, e em certos momentos tive vontade de matar o Dean, mas novamente Ellie Kennedy nos mostrou o poder da amizade, e principalmente da força de vontade, e de como somos capazes de lutar contra nossos medos e fraquezas se estivermos realmente dispostos a mudar. Amores Improváveis tem sido uma das minhas séries preferidas, e estou super ansiosa para ler sua conclusão, A Conquista, que conta a história de Tuck. Pela pontinha que temos em O Jogo, já podemos imaginar uma história daquelas, e uma conclusão divida para essa série que tem conquistado muitos corações e estantes! Espero que tenham gostado, beijos e até a próxima!

Delícia, DelíciaDonna Kauffman
Delícia, DelíciaDonna Kauffman · há 486 sem

Resenha: Delícia, Delíca (Blog Entre Páginas)

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Hoje trago a resenha do livro Delícia Delícia, uma publicação da Editora Valentina (Minha Queridinha) que eu estava muito ansiosa para ler. A capa é uma fofura e a sinopse também chamou a minha atenção, é doce como tudo nesse livro, porém, imaginei que seria uma leitura maravilhosa, a altura de todas as minhas expectativas, e infelizmente não foi bem assim. Não estou dizendo que o livro é ruim, jamais, só que não foi exatamente como eu imaginava... De toda forma, ainda amo a editora e 99% das suas publicações haha! Sem mais delongas, vamos conhecer a história de Lani e Baxter! Leilani Trusdale, também conhecida como Lani, trocou a agitada vida em NY e uma carreira de fama e sucesso pela vida de empresária e dona de uma loja de cupcakes em Sugarberry, após alguns escândalos e decepções no antigo emprego, ao lado do famoso chefe Baxter Dunne. Para muitos, viver fazendo cupcakes pode ser um desperdício de talento, mas para Lani é uma grande realização, e ela utiliza seu tempo na cozinha trabalhando nas mais variadas combinações de recheios e sabores. Tudo corria bem, até que Baxter aparece na cidade, com o propósito de filmar seu programa de culinária na cozinha da confeitaria de Lani, para desespero da mesma. Tudo o que ela menos queria no momento era a presença de Baxter e todas as lembranças e sentimentos que ele traz, mas o cozinheiro não está disposto a ceder a vontade de Lani, e assim, a história começa. A todo momento, Lani tenta lutar contra os sentimentos que sente por Baxter, por achar que não são correspondidos, e quando percebe que na verdade eles podem ser sim, ela começa a ter dúvidas sobre as suas decisões. Ela deve deixar Baxter fazer parte da sua vida, ou todos os mal entendidos de NY acabaram de vez com qualquer possibilidade de algo entre os dois? Pensem em uma personagem teimosa; essa é a Lani. Por muito tempo ela reprimiu seus sentimentos por Baxter, primeiro por ele ser seu chefe, depois pela mágoa por ele nunca a ter defendido dos escândalos e fofocas que criaram em torno dos dois em NY, e por fim por achar que nunca seria correspondida. Quando Baxter aparece em Sugarberry se explicando, e dizendo sempre ser apaixonado por ela, imaginamos que a história vai começar, que vai ter um clima, algo fofo né? Mas não. Lani põe na cabeça que as coisas nunca dariam certo entre os dois, não acredita nos sentimentos de Baxter, e torna tudo mais difícil (e um pouquinho arrastado). Não esperava que ela fosse receber o moço de braços abertos, mas a resistência dela também não foi aquela coisa tão agradável de ler... Minha “decepção” com o livro foi porque eu esperava uma leitura leve, engraçada e doce, e no entanto, boa parte da narrativa é feita pela Lani listando todos os motivos para não ficar com Baxter, porque não daria certo, porque não acreditar... Achei essa parte muito repetitiva, e como o livro é todo narrado pela Lani, tornou toda a leitura um pouco cansativa. Lani tem uma personalidade forte, e admiro sua força de vontade, a necessidade de se provar e principalmente de se colocar em primeiro lugar, não abrir mão de seus sonhos e objetivos por ninguém, mas ela podia ser um pouquinho mais flexível, não prejudicaria o objetivo da narrativa, e tornaria a história mais leve e divertida. Apesar disso, o livro tem muitos pontos positivos. Achei legal a ideia do club do cupcake, onde a protagonista se reúne com amigas para fazer doces e desabafar numa especie de boloterapia. A Alva foi a senhora mais engraçada de todas. Com seu torneio de pôquer, sua eterna competição com as outras senhoras e a sua coluna no jornal não podia ser mais engraçada! Também gostei bastante da Charlotte, melhor amiga da Lani. Ela sabe dos sentimentos de sua amiga, e faz de tudo para que a mesma seja feliz, que perceba a realidade de sua situação, e que não fique se escondendo. Saber como Baxter se tornou cozinheiro também é um dos pontos altos do livro, pois de início é difícil simpatizar com ele, é bem convencido, mas após conhecer a sua história, entendemos um pouco o seu jeito de ser, e fica mais fácil simpatizar com ele. Como disse anteriormente, não foi uma leitura ruim, eu apenas esperava mais. O livro é o primeiro de uma série, e talvez eu dê uma chance para os próximos volumes, a escrita da autora é boa, acredito que só não simpatizei muito com a personagem principal. A edição da Valentina está bem caprichada, com fontes diferentes na abertura dos capítulos... Só me incomodou um pouquinho as folhas brancas, mas isso vai de cada leitor né? Beijos e até a próxima!

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