Sabe o livro que te conquista pela capa e te ganha pelo conteúdo? Essa foi a minha relação de amor sem fim por Os Quase Completos. Que livro, que mensagem, que forma linda de contar uma história que poderia ser a de qualquer um de nós, de qualquer pessoa que se arrepende de não ter corrido atrás de um sonho, de não ter feito o que queria, de não levar a vida que gostaria.
Aqui acompanhamos a história de três personagens: o quase doutor, que é um médico bem sucedido, noivo da melhor amiga de infância, e que leva a vida que agrada aos outros e não a si mesmo; a quase viúva, que está com seu noivo em coma no hospital, e que abriu mão de muita coisa para acompanhá-lo nas suas escolhas de vida, para responder às expectativas da mãe, deixando de lado os seus sonhos; e o quase repórter, que trabalha em um jornal comprado, produzindo notícias que não o agradam, mas que está acomodado com a situação.
O quase repórter perdeu a esposa recentemente, e mesmo que todos digam que foi um acidente (alguns que foi suicídio), ele acredita que a esposa foi assassinada, e começa uma investigação por conta própria para provar a todos que esta certo e solucionar o mistério da morte de sua mulher. Essa investigação vai ligar as histórias dos três personagens de uma forma que ninguém pode esperar, mostrando que por trás de pequenos detalhes podem estar grandes segredos.
Esse livro é uma “fantasia” que aborda temas muito reais. São três pessoas em situações diferentes, lidando com questionamentos diferentes, mas que tem um ponto em comum: correr atrás dos próprios sonhos. E a forma como o autor resolveu abordar esse tema, nos instigando a pensar nas consequências das escolhas que fazemos, e em como seria a nossa vida se tivéssemos corrido atrás do que realmente queríamos... Posso dizer apenas que foi surpreendente!
Os personagens são bem interessantes. Achei o Quase Doutor inocente demais, e bem influenciável também. Confesso que não gostei muito do rumo da sua história, e a “amiga” dele não me desceu, mas entendi o rumo que a história tomou. A Quase Viúva foi a minha favorita, achei sua história libertadora, e torci muito para ela encontrar seu caminho. O final do Quase Repórter não podia ser melhor! Ele estava saindo de um buraco para cair em outro, precisava de um choque de realidade mesmo!
Felippe Barbosa escreveu um livro incrível, uma história cheia de ação, romance, aventura, que te da lições de vida de uma forma diferente. Soube abordar assuntos complicados de forma leve, com diálogos simples, tornando a leitura leve. Esse foi um livro que eu com certeza levarei para a vida, que ensina a nunca desistir, e como devemos correr atrás do que nos faz feliz!
🚌 “...escute o que eu digo: nunca se limite ao “quase”. Não há nada mais depressivo do que beirar um sonho e jamais tentar alcançá-lo. A arte é o que te completa. O que te preenche. Isso quer dizer que, se você escolher ser um “quase artista”, você será sempre um “quase completo”. E sendo um “quase completo”, você será sempre um quase feliz.”