Resenhas de @nalufelps
Muito Além do Infinito
Quando a Arqueiro lançou o selo Romances de Hoje, que traz livros no gênero chicklit, eu fiquei bem empolgada para conhecer as obras porque amo o gênero! Muito Além do Infinito foi um leitura maravilhosa que correspondeu todas as minhas expectativas, e me fez querer ainda mais todos os livros do selo. ð Um ano após perder o amor da sua vida de forma trágica, Ellie acha que é hora de um recomeço. Com a ajuda de seu sogro ela se muda, troca de emprego, faz novos amigos e tenta seguir em frente (mas relacionamentos não, aí já é demais rsrs). Zack, seu novo chefe, é um cara exigente, bem humorado e que parece ter tudo na vida, menos o que ele realmente quer, que é a atenção da sua nova funcionária Será que isso vai acontecer? âð¼ Como o livro é um chicklit, ele foca menos no romance e mais no desenvolvimento da personagem. As cenas da Ellie conversando com o falecido marido são de deixar o coração apertadinho, a gente sente a saudade dela, a dor, e torce pela felicidade, para que ela consiga seguir em frente. Todo o núcleo de personagens secundários é bem trabalhado e tem suas histórias individuais, com erros e acertos, dúvidas, sofrimento e amor, é isso faz com que a história fique ainda mais real, nos aproxima mais. E pra não dizer que eu não falei do romance O Zack é um fofo! Ele percebe que não é o momento da Ellie e respeita, ajuda, se faz presente na vida dela de outras formas, é isso me fez ter um carinho enorme pelo personagem. O livro mostra o amadurecimento dos personagens, a forma como a Ellie lida com seu luto, como se redesecobre e aprender a viver após perder uma pessoa tão importante pra ela. Como alguém que já viveu um processo de luto como dela é, é difícil aceitar que no dia seguinte a vida continua, as pessoas ainda são felizes, o sol brilha e a vida acontece, mesmo com toda a dor que existe dentro de nós. E a forma como Zack lida com isso, espera o momento certo e tem cuidado com os sentimentos de Ellie me fez ter muito carinho pelo personagem. Foi a minha primeira experiência com livros da autora e já quero conhecer os outros títulos dela no selo da editora!
A revolução dos Bichos
A Revolução dos Bichos é uma fábula satírica que critica regimes totalitários, especialmente o stalinismo na União Soviética. (Fábulas são histórias geralmente protagonizadas por animais com características humanas (como falar) e que ensinam alguma lição moral de forma mais simples e acessível. Um texto satírico usa o humor, a ironia e o sarcasmo para criticar comportamentos, instituições ou ideias. O objetivo da sátira não é apenas entreter, mas também provocar reflexão.) A história do livro se passa em uma fazenda onde os animais, liderados pelos porcos, se revoltam contra os humanos e tomam o controle, buscando criar uma sociedade igualitária. No entanto, com o tempo, os próprios líderes da revolução começam a se corromper, instaurando uma ditadura disfarçada de igualdade. O livro mostra como o poder pode levar à tirania, mesmo quando nasce de ideais libertadores. A famosa frase Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros resume essa hipocrisia. âð¼ Quando comecei a leitura eu tinha uma ideia geral do livro, mas não sabia como seria o desenrolar da narrativa. Desde o início da revolução já sabemos qual será o resultado, mas ver a ditadura se instaurando e os animais apenas aceitando foi me causando um sentimento de muita revolta. É uma obra curta, de linguagem acessível, mas extremamente impactante, repleta de simbolismo sobre política e manipulação, e de como o poder pode corromper até os bem intencionados. O livro conta com 2 prefácios muito importantes que nos ajudam a entender o contexto de quando a história foi escrita e também sobre as dificuldades de publicação. A Revolução dos Bichos foi publicada originalmente em 1945, no Reino Unido, por George Orwell durante a Segunda Guerra Mundial, e apesar de todas as dificuldades que encontrou se tornou um clássico da literatura até os diais atuais.
Eu AMEI!
Ontem terminei esse livro, com uma satisfação enorme por ter dado uma chance a essa leitura! Não é uma história de um casal de protagonistas apenas, temos vários personagens interessantes, com suas histórias individuais que vão se entrelaçando ao longo da leitura... Sam e Clem podem parecer os principais pela sinopse, mas acho que a história deles foi a que menos me prendeu, já era algo certo sabe? Agora acompanhar a Belle se descobrindo e aceitando, o Ronan e todo o seu ENORME drama familiar, isso sim foi uma delícia de ler. É um livro que até fala de romance (não tem hot galera), mas também fala de amizade, família, perdão, aceitação, e todas as interações humanas, de uma forma leve e muitas vezes divertida de acompanhar. Forte candidato a minha lista de favoritos do ano!
Continuo amando a série!
Se Clube do Livro dos Homens me conquistou nas primeiras páginas, com Missão Romance não poderia ser diferente. Mark é personagem que desde o primeiro livro chamou muito a minha atenção com seus modos, suas piadas e a sua fidelidade ao “manual”. A sua saga em achar alguém para amar e o que o ame de verdade é fofa de acompanhar e desde o início torci muito para as coisas darem certo pra ele. Já a Liv vem testando a minha paciência desde o primeiro livro com seu jeito estourado, suas pirraças e a falta de empatia. Tentei muito entender os motivos que a fizeram ser tão “fechada”, mas ainda assim achei a personagem cansativa. Seus pontos fortes são sem dúvida sua lealdade aos seus amigos e crenças, e por esse motivo quis muito que ela fosse bem-sucedida no sua empreitada… O livro aborda um tema complicado, que é o assédio s3xual no ambiente de trabalho, mas consegue fazer isso de forma leve que envolve o leitor. A presença de todos os membros do “Clube do Livro” rende cenas e diálogos muito engraçados, e nos faz gostar casa dia mais dessa leitura. Missão Romance foi uma leitura leve, engraçada, e não vejo a hora de ler o terceiro volume ❤️
Não é um dos preferidos da JQ, mas gostei muito!
Há um tempinho não lia romances da Julia Quinn, e quando ganhei História de Um grande Amor achei que era o momento de voltar as obras dessa autora que sempre me conquistam. Aos 10 de idade, Miranda se apaixonou. Isso aconteceu porque a garota que sabia que não era bonita como as outras da sua idade, recebeu um elogio e encorajamento do irmão demais velho de sua amiga, Nigel Turner Bevelstoke. Foi a coisa mais bonita que alguém já tinha feito por ela, e durante os próximos 10 anos Miranda fantasiou e cultivou esse amor pelo visconde. Enquanto isso Turner se casou, decepcionou, viuvou e se tornou um homem amargo e solitário. Nesse tempo Miranda cresceu, e Turner a via como uma irmã, sempre junto com a família, sempre ao lado da sua irmã mais nova até que uma noite, após alguns drinks, Turner começa a reparar mais em Miranda e a vê-la de outra forma. Mas será que isso vai significar a realização dos sonhos e o final feliz que Miranda sempre quis? Esse não foi um dos meus livros preferidos da JQ, mas também não me decepcionou. Miranda é engraçada e decidida, e apesar de se achar não tão bonita ela é espontânea, se impõe, e ver ela lidando com a realização dos seus sonhos é muito interessante. Turner não é o cavalheiro que a gente espera, ele tem atitudes machistas que em alguns momentos me incomodaram, a ficha dela demora a cair sobre suas atitudes, mas no final ele consegue fazer a coisa certa. Os personagens secundários são poucos explorados, mas a irmã de Turner, Olívia, é muito carismática e o segundo livro que é sobre ela, promete muito!
Que livro perfeito!
Quando li a respeito de Ventos de Mudança, soube que era uma história que eu gostaria de conhecer. Para começar, é um romance histórico e diferente do romance de época em que se utiliza apenas uma época diferente e seus costumes, roupas e trajes como pano de fundo para o romance, no romance histórico os personagens são inseridos em momentos da história que realmente aconteceram (como guerras) e com isso os fatos e lugares tem um peso maior, não sendo apenas o romance o destaque da história. Ventos de Mudança se passa Nova Orleans, 1867, em um período conhecido como a Reconstrução, poucos anos após o fim da guerra civil e abolição dos escravos. Um tempo inconstante, cheio de esperanças para os recém-libertos mas também de grande incerteza, uma vez que os políticos deixaram as pessoas pretas a deriva durante a "Redenção". É nesse cenário que conhecemos Valinda, uma professora preta de Nova York, que decide ir para Nova Orleans no período pós guerra para ensinar os pretos recém libertos. Valinda sabe que a melhor maneira de mudar de vida é através da educação, e mesmo com pouco investimento e apoio, ela tenta ajudar o máximo de pessoas possível. E tudo vai relativamente bem até que supremacistas brancos colocam fogo na escola de Valinda e tentam abusar dela, mas Valinda corre e é salva pelo belo Capitão LeVeq. Drake é arquiteto, nascido em uma família preta tradicional de Nova Orleans, criado por mulheres fortes e determinadas, com sangue de pirata e interesse pessoal na reconstrução da cidade. Quando conhece Valinda fica admirado com a sua determinação e beleza, mas o fato de ela ter um noivo faz com que ele tente frear seus sentimentos. Muita coisa acontece fazendo com que Valinda precise cada vez mais da ajuda da família LeVeq, além de ficar mais próxima de Dreke. Isso faz com que conheçamos um pouco mais da história de cada um, suas crenças e objetivos, e torcer para que os dois tenham o seu final feliz. Valinda e Drake são personagens apaixonantes, assim como todos os personagens secundários, mas acredito que o peso histórico chama muito mais atenção que o romance da trama. Ler sobre o período pós abolição e como os recém libertos ainda sofriam preconceitos, eram vítimas de crimes e não havia ninguém que lutasse verdadeiramente por eles foi muito doído. Assassinatos sem punição, famílias separadas por vendas tentando se reencontrar, tentativas de estupro, casas incendiadas, tudo isso era tão comum, e ver as injustiças se acumulando sem solução foi algo que mexeu muito comigo durante a leitura. Valinda é forte e determinada, luta contra as injustiças e mesmo as coisas sempre estando contra ela, não se deixa abater. Drake é um príncipe pirata, e o que mais me chamou a atenção nele foi ser um "homem real", que trabalha, luta, se esforça para ter as coisas, e sofre, perde como todo mundo, mas tem um amor gigante pela família e não desiste nunca! E falando em família, toda a família LeVeq é maravilhosa, e quero muito conhecer as histórias dos demais membros. Um ponto que gostaria muito de salientar foi a atenção da tradução da editora, em usar o termo PRETOS e não NEGROS como em muitos livros que ainda vemos por ai. Ventos de Mudança é o primeiro volume da série Mulheres Pioneiras, será seguido por Tempestade Selvagem, que será publicado pela editora em 2022.
Os livros do Miller são perfeitos!
Miller Britto é um autor nacional que eu conheci através do livro O inverno dos escritores mortos, um dos melhores suspenses que eu já li. Desde então li várias obras do autor, é uma que ganhou destaque entre os meus preferidos foi Broken Sea. Miller tem um talento incrível para criar histoÌrias maravilhosas e nada previsiÌveis, personagens bem construídos com personalidades marcantes e narrativas muito instigantes, virei fã absoluta! Broken Sea eÌ uma cidade pacata onde o escritor Jonathan Blake resolveu se refugiar em busca de inspiraçaÌo para o seu proÌximo livro, apoÌs perder o amor da sua vida, Clair, pelas maÌos de um psicopata. LaÌ ele conhece Tess, uma jovem com um passado sofrido que busca paz e tranquilidade, e ao mesmo tempo que ele descobre que pode voltar a amar, descobre tambeÌm que algueÌm o estaÌ perseguindo e ameaçando sua vida. Será mesmo que ele deixou o passado no passado? Patrick eÌ um desajustado com grande tendeÌncia a psicopatia. Quando os abusos e humilhaçoÌes que ele sofre do pai e dos colegas de trabalho soma-se ao desprezo de Clair, por quem ele tem uma obsessaÌo doentia, a consequeÌncia eÌ enorme e causa estragos a vida de todos eles. Em Broken Sea os dois homens se encontram, e isso resulta em algo que NINGUEÌM pode esperar. Essa foi uma história que me envolveu do início ao fim. Por já começar com um acontecimento trágico, já fiquei alerta em cada detalhe durante a história para entender tudo que aconteceu até aquele ponto. A forma como o autor nos apresenta os fatos, primeiro aos olhos de um personagem, depois de outro, e fazendo todas as peças se encaixarem aos poucos, deixa tudo mais interessante e intenso! Patrick é o tipo de personagem que não me desce por nada! É grosseiro, asqueroso, e mesmo vendo a história ser contada pelo seu ponto de vista, entendendo os traumas pelos quais ele passou, não consegui sentir empatia por ele. Já Jonathan Blake me confundiu ao longo da leitura. Era fácil compreender seu luto e traumas, o medo de se envolver novamente, a forma como ele se torna uma pessoa mais reservada. Quando começa a perceber que está sendo perseguido fica muito apreensivo e nós leitores ficamos também, esperando o que mais pode acontecer na vida desse pobre homem. Miller Britto brinca com a cabeça do leitor o tempo todo, voceÌ acha que entendeu a histoÌria e ele te surpreende, o plot twist eÌ simplesmente sensacional! Eu fiquei um bom tempo digerindo a história, em como muita coisa estava embaixo dos meus olhos e eu não vi... Eu amo livros de suspense e conseguiu me prender ateÌ a uÌltima palavra da uÌltima linha!
Eu amo essa autora!
Aos meus pais, com amor é a continuação da história da investigadora Ana Maria Paviani, que começa em Ao Meu Ídolo, com amor, publicado em 2012. No primeiro livro conhecemos a Ana e o Bernardo. Ana é uma investigadora da polícia civil que teve seus pais assassinados quando tinha 7 anos, e resolveu se tornar policial para vingar a morte dos pais, prendendo o máximo de criminosos que conseguisse. Sua vida é o seu trabalho e o seu cachorro, e não é conhecia por ser uma pessoa delicada viu? Já Bernardo é o ator teen do momento, que se vê envolvido em uma investigação criminal: suas namoradas/pretendentes estão sendo assassinadas misteriosamente. Ana é escalada para investigar o caso, e os dois são ódio e pirraça a primeira vista. Mas todo mundo sabe que muita raiva esconde amor né? E quando a investigação exige que a Ana se passe por namorada do Bernardo e que as coisas começam a acontecer. Já no segundo livro, Ana tem que lidar com várias situações de muita pressão: uma lista de policiais a serem executados que está circulado entre os criminosos de SP; pistas sobre o assassinato dos seus pais; um novato na delegacia colocado sob sua supervisão, o que não a deixa muito satisfeita; um pedido de ajuda em uma investigação da polícia federal; e claro, um relacionamento que exige sua atenção e demonstrações de afeto, o que não é muito o forte dela. Como no primeiro livro, temos uma Ana agitada, viciada em trabalho, extremamente preocupada em cuidar de todos ao seu redor. Em alguns momentos tive dificuldade em lidar com esses traços impulsivos da personalidade dela, achei que ela pensa muito nela e não no todo, mas é a necessidade de cuidado e controle dela que causam essa sensação. Sua relação com o Bernardo melhorou muito, e é engraçado ver ela tentar demonstrar os sentimentos dela. Bernardo continua um fofo, tem uma paciência de Jó com a Ana viu? Acho lindo como ele tenta entrar no mundo dela, ser presente e cuidar também, mesmo que ela não deixe. â â â â â â â â â â â â â â â â â â O livro deixou vários ganchos para a próxima história, eu não acreditei quando percebi que as páginas estavam acabando e muita coisa não ia ser revelada! Alô Mariana, não me deixa na curiosidade por mais tantos anos tá? Como nos filmes, o livro tem muitas cenas de ação, tiros, manifestações, suspeitas... a gente se envolve, quer descobrir tudo logo, desmascarar os bandidos. O primeiro livro me cativou mais que esse, confesso, mas as cenas finais e as pontas soltas conseguiram me prender e deixar ansiosa pela continuação! Eu amo indicar livros nacionais, muitos leitores tem um certo preconceito e não imaginam quantas histórias maravilhosas estão soltas por aí! Conheci o primeiro livro da Mari por acaso, gostei tanto, divulguei tanto, que com muito carinho ela me mandou o segundo livro de presente, e ter ele autografado na minha estante me faz imensamente feliz! Valorizem a literatura nacional, deem uma chance aos nossos autores!
Senhorita Aurora
Senhorita Aurora era um livro que eu queria ler há muito tempo. Vi muita comoção e leitores apaixonados na época do lançamento, sempre achei a capa muito bonita, e ouvi vários elogios a escrita da Babi A. Sette. Finalmente conheci a história de Nicole e Daniel, e confesso que esse livro conseguiu dividir as minhas opiniões. Por um lado fiquei irritada com os personagens, por outro me emocionei muito com a história. Nicole é uma bailarina brasileira que está realizando um sonho: estrear um papel principal em uma peça na companhia de Ballet de Londres. Daniel Hunter é um maestro amargurado, extremamente mal educado, e um dos diretores da peça de Nicole, o que obriga os dois a trabalharem juntos. Logo a atração que sentem um pelo outro fica evidente, mas Daniel guarda um segredo que coloca uma barreira entre si e qualquer pessoa que tenta se aproximar. Será que os dois ficarão juntos, ou os segredos de Daniel serão maiores que isso? Foram 342 páginas de Nicole e Daniel, e isso me incomodou um pouco. A história tem um núcleo de personagens muito bom, uma ambientação maravilhosa e eu esperava que eles fossem mais explorados, mas acabou que senti a história muito rasa. Nicole é uma personagem inocente demais, mas conquista pela sua determinação e força. Daniel foi um mocinho que eu não consegui me afeiçoar, acho que cansei de personagens amargurados que passam metade do livro sendo grossos e descontando suas frustrações nas pessoas. Apesar dos pontos fracos, a conclusão da história me surpreendeu e emocionou. Foi por um caminho que eu não esperava, e devo dizer que a autora abordou um tema sobre o qual eu não tinha lido ainda. Gostei da escrita da Babi e quero ter a oportunidade de ler outras obras dela, e tenho certeza que muita gente vai se emocionar com Senhorita Aurora!
Mais um livro fofo!
Michael é um personagem que desde o primeiro livro me deu muita pena, se envolve em um triangulo amoroso, tem problemas com os pais... o cara não tem sossego gente! A mudança para o Texas era a esperança de uma mudança de vida, mas até lá as coisas não vão muito bem, já que ele não consegue se aproximar do verdadeiro pai, do meio irmão, e ainda vira "amigo" da irmã errada para alcançar seu objetivo, e claro que essa amizade ia se transformar em algo mais ne? Chloe é meu tipo de personagem feminina preferida! Ela é inteligente, sarcástica, engraçada, foge do padrão de beleza e não cai de amores pelo Michael (inicialmente), mas pede a ajuda dele para conquistar o cara que ela realmente gosta... Que é o meio irmão dele, e também o namorado da sua irmã. Confuso né? Mas garanto que todas as pontas dessa história se amarram e a gente se diverte muito durante toda a leitura. É um livro clichê, bem cessão da tarde, do tipo "quero, mas não posso", que a gente já sabe que eles vão ficar juntos, mas que é legal acompanhar o desenvolvimento da história, ver como isso vai acontecer... Eu gostei de todos os personagens e a forma como a história se desenvolve e a aparição de personagens dos livros anteriores foi muito interessante e agregou demais a história, ficaram algumas pontas soltas no primeiro livro que foram amarradas nesse. O próximo livro da série é o prequel "Como Num Filme" que também traz personagens do primeiro e segundo livro, nem preciso dizer que quero fazer essa leitura logo né? Se você gosta de romances fofos, se joga!
Eu esperava mais...
O livro conta a história de James e Amélia, dois jovens de 17 anos que terão seu primeiro encontro. A escolha foi um passeio de canoa por um dos lagos nas proximidades de onde moram e os dois estão muito empolgados com a ideia. Durante o passeio os jovens acabam descobrindo um lago escondido, e dentro dele algo mais surpreendente ainda: UMA CASA. A curiosidade dos dois é imediatamente aguçada e então resolvem descer até o fundo do lago e ver a casa mais de perto. As coisas vão ficando cada vez mais interessantes quando percebem que a casa é toda mobiliada por dentro, tudo em ótimo estado de conservação. Os jovens então fazem um acordo: não perguntar Como ou Porque e resolvem apenas curtir a experiência. Assim, James e Amélia começam a passar cada vez mais tempo juntos no lago, se aproximam e também criam uma ligação com a casa, mas coisas estranham começam a acontecer, sensação de estarem sendo observados, dúvidas sobre a origem de tudo, e os segredos da casa começam a afligir os dois jovens. Mas será que ainda há tempo de votar atrás? Já sou acostumada com a escrita do Josh Malerman e após a leitura de Caixa de Pássaros e Piano Vermelho, imaginei que esse livro teria um fechamento interessante e deixaria várias questões na minha cabeça, mas não foi isso que aconteceu. O livro instiga, o suspense nos prende até a última das suas 160 páginas, mas o final não me agradou. Não posso dar detalhes sem ser um grande spoiler, mas não consegui entender o objetivo do autor, fiquei com a sensação que a história foi cortada na metade. Infelizmente tinha altas expectativas que não foram supridas, mas ainda assim quero ter mais experiências de leitura com Josh e formar uma opinião melhor.
Até que eu gostei viu?!
Conheci a escrita da Colleen com a série A Maldição do Tigre, minha entrada nas fantasias românticas e confesso que apesar de não ser fã de triângulos amorosos, eu gostei muito da história; tanto que quando ela lançou uma nova trilogia, O Despertar do Príncipe, abordando a cultura egípcia, eu fiquei super empolgada e me joguei de cabeça... belo erro. A história não funcionou pra mim, e fiquei levemente traumatizada com a autora. Por esse motivo, quando vi o lançamento de A Chama de Ember a indecisão me invadiu. Metade de mim queria tirar a prova, saber se essa experiência seria positiva como a primeira ou negativa como a segunda, mas a outra metade não queria se arriscar com a autora novamente. Fiquei exatamente um ano com o livro na estante esperando o momento certo de lê-lo, e esse momento finalmente chegou. Ainda bem que eu esperei, e ainda bem que eu li! Diferente das publicações anteriores da autora, A Chama de Ember é um livro único, o que já foi um ponto positivo. A autora criou um universo onde existem dois mundos, o dos humanos e o "outro lado", onde moram todas as criaturas mágicas como lobisomens, vampiros, bruxas e etc; esse outro mundo é uma mistura steampunk com a mitologia do Halloween, o que foi algo bem inusitado pra mim. Para quem não conhece, Steampunk é definido como "um subgênero da ficção científica que se tornou conhecido entre o fim dos anos 1980 e início dos anos 1990. O estilo se trata de obras ambientadas no passado, ou num universo fictício semelhante a uma determinada época real da história humana, onde os paradigmas tecnológicos modernos ocorreram mais cedo do que na História real, porém foram produzidos através da ciência disponível naquela época - como, por exemplo, computadores de madeira e aviões movidos a vapor. O subgênero é frequentemente associado ao futurista cyberpunk." (Fonte: Infoescola). Nesse universo conhecemos Jack, um lanterna que tem a missão de vigiar uma encruzilhada onde esses dois mundos se encontram, e não deixar ninguém atravessar para que os mundos não se misturem. Acontece que Jack identifica uma bruxa muito poderosa no mundo dos humanos, a criança de nome Ember, mas Jack se afeiçoa a ela e não consegue mandá-la para o outro mundo. Assim, ele começa a acompanhar a vida de Ember, até que ela completa 17 anos. Ember é uma bruxa poderosa, porém sem treinamento. Viveu desde sempre no mundo dos humanos, mas sempre sentiu a presença de Jack e teve curiosidade para conhecer o outro lado, coisa que ele nunca permitiu. Mas a curiosidade e o "chamado" que ela sente pelo outro lado se tornam cada vez mais forte, e quando um belo vampiro misterioso aparece no mundo dos humanos e se oferece para levá-la ao outro lado, Ember não pensa duas vezes e resolve embarcar nessa aventura. Em primeiro lugar gostaria de salientar que esse é um livro juvenil, então não demos esperar romances densos, personagens profundos, a história não é assim. Da mesma forma, seria pedir muito esperar que um livro da Colleen não tivesse um triangulo amoroso, parece ser a marca registrada dela. Colocando todas essas ressalvas e lendo a obra como ela é, uma fantasia juvenil, posso dizer que gostei da leitura. Jack é a representação do cavaleiro sem cabeça. Quando novo fez um pacto e vendeu a sua alma para salvar seu vilarejo, e ele "trabalha" como guardião da encruzilhada. Acompanhar a vida de Ember faz com que ele desenvolva sentimentos por ela, mas ele leva seu trabalho muito a sério e demonstra seus sentimentos bem pouco, de forma mais carinhosa que apaixonada. Já Ember foi um pouco decepcionante. Ela é poderosa mas não tem ciência ou controle do seu poder, e apesar de ter 17 anos parece ter bem menos, tem muitas atitudes infantis ao longo da história, e não consegue ser uma protagonista muito forte. Dev, o vampiro bonitão e terceiro membro do nosso triangulo consegue ser charmoso, ter planos obscuros mas sem ser o badboy sabe? Esse é o outro ponto diferente nesse triangulo, temos dois personagens masculinos que apesar de ter suas diferenças lutam pela atenção da Ember de forma gentil, o que torna a história mais leve. O universo fantástico e os personagens secundários roubam a cena na história. Principalmente o melhor amigo de Ember, que é outro que tem uma quedinha pela Ember, mas sua inteligência e imaginação roubam a cena. O início do livro tem um ritmo mais lento, são muitas descrições para que possamos entender todo o contexto, e devo ressaltar que a imaginação da autora foi longe viu? Mas do meio em diante o ritmo dos acontecimentos acelera muito e a conclusão é até surpreendente. Colleen ainda não é uma das minhas autoras preferidas, mas com certeza A Chama de Ember tirou a má impressão que a trilogia dos príncipes deixou, e com certeza lerei outras obras da autora.
Chocada estou!
Como dito na capa, o livro é uma mistura de Arquivo X com The Walking Dead, cheio de ação do início ao fim, envolvendo alienígenas invadindo a terra e várias teorias da conspiração. Seis jovens estão acampando em uma floresta quando presenciam a queda de uma nave alienígena. Rapidamente a localizam e resolvem explora-la, e a cena que encontram lá é bem bizarra: um alienígena cinzento morto no comando da nave, e um casulo no teto aparentemente inofensivo. O que ninguém percebe é um parasita saindo de dentro do casulo e infectando um dos amigos no mesmo instante. Paralelamente acompanhamos a história de um ufólogo que mora nas redondezas e também presenciou a queda, e assim como os amigos, decide explorar a nave e também é infectado pelo parasita. Assim, os dois homens são os primeiros infectados por um parasita que domina os hospedeiros e os transforma em verdadeiros zumbis selvagens, atrás da próxima vítima. Quando as coisas na cidade começam a sair de controle, um agente do governo acostumado a lidar com situações especiais é chamado para resolver o problema, mesmo que para isso tenha que tomar medidas drásticas que afetam a cidade inteira. Li todos os romances policiais do Miller e sou muito fã das suas histórias como já disse várias vezes aqui, mas confesso que demorei um pouco para ler O Parasita; ficção científica não é um gênero que eu tenha intimidade, e fiquei com medo de não gastar da leitura e isso me influenciar com outras histórias do autor como estava enganada! Com a escrita fluída como sempre, Miller escreveu uma história que poderia facilmente se transformar em um filme cheio de ação e suspense! Foram 158 páginas que passaram em um piscar de olhos, e ainda deixa aquele gostinho de quero mais. A mistura da ficção científica com a pegada zumbi foi genial, pois fez com que alguém como eu, que não é tão familiarizada com o gênero, se sentisse confortável com a leitura. Além disso o livro é cheio de ação do início ao fim, ficamos ansiosos pelos próximos acontecimentos e o final, como sempre, é surpreendente! â â â â â â â â â â â â â â â â â â O ritmo da história é bem rápido, não tem muitas descrições ou longos diálogos, tudo é muito objetivo é achei que foi ótimo assim. Não tem como escolher um personagem preferido porque sinceramente todos tem participações especiais, e quanto mais a história avança mais ansiosos ficamos pela conclusão que sinceramente não tem como se apegar a ninguém. â â â â â â â â â â â â â â â â â â O Parasita foi uma excelente experiência com ficção científica, Miller mais uma vez não me decepcionou e recomendo o livro sem dúvidas!
Que livro encantador!
Eu acredito que todo livro tem um momento certo para ser lido, e com A Pequena Livraria dos Sonhos foi exatamente assim. Talvez se tivesse lido antes não teria visto toda a mensagem de coragem e amadurecimento por trás dessa história. O livro conversa conosco, e isso fica bem claro na mensagem inicial deixada para nós, leitores. Jenny Colgan é uma leitora apaixonada e escreveu uma história para leitores, ?Porque fala sobre leituras e sobre livros, e sobre como essas duas coisas são capazes de mudar a sua vida sempre para melhor.? Em A Pequena Livraria dos sonhos conhecemos Nina, uma bibliotecária completamente apaixonada pelo que faz que vê seu mundo desmoronar quando descobre que a biblioteca onde trabalha vai fechar. Nina não consegue achar um novo emprego que consiga se identificar e para piorar Surinder, sua colega de apartamento não aguenta mais os milhões de livros de Nina espalhados por todos os cantos da casa. Até que um anúncio em um jornal desperta uma centelha de esperança: uma van a venda que ela pode transformar em livraria volante! Num impulso de coragem, Nina pega todas as suas economias, larga tudo viaja para a Escócia e embarca nessa aventura que pode (e vai) mudar toda a sua vida! Algumas pessoas passam a vida inteira sem conseguir tomar muitas decisões, sem querer se comprometer, sempre com medo de tentar algo novo. É claro que essa própria postura é, em si, uma decisão. Sempre chegamos a algum lugar, por resultado do nosso esforço ou pela falta dele.? ? PÁG 36. É muito fácil para todo leitor se identificar com a Nina. É uma leitora apaixonada, que gosta de falar sobre livros, indicar leituras e consegue encaixar uma história em cada situação da sua vida. Quando Nina é tirada da sua zona de conforto e precisa buscar uma maneira de ganhar a vida, ela se inspira em muitas de suas heroínas e se arrisca, em busca do seu sonho! Na pequena cidade de Kirrinfief Nina encontra a sua van, sua nova vida e muito mais. Inicialmente ela lida com o machismo por ser uma mulher dirigindo uma van, algumas pessoas não levam a sério seu objetivo de ter uma livraria itinerante, mas logo ela consegue conquistar seus novos vizinhos e sua livraria vira um sucesso! Aos poucos acompanhamos o amadurecimento de Nina. No início ela é muito influenciada pelas suas leituras e espera que tudo seja um conto de fadas. Isso faz com que as vezes ela tenha atitudes imaturas e egoístas. Morar em Kirrinfief a coloca de vez no ?mundo real?, e ela aprende a ver o mundo fora das páginas, a lidar com os sentimentos alheios, a sentir as consequências das suas atitudes na vida alheia. O livro nem precisava de um romance para ser perfeito, mas têm e é até fofo apesar de ter ficado em segundo plano durante toda a leitura. O foco é mais a processo de autoconhecimento da Nina, e quando o romance finalmente acontece é tudo muito rápido, já nos capítulos finais. A pequena livraria dos sonhos nos traz uma mensagem muito forte sobre correr atrás dos nossos sonhos, buscar a nossa felicidade e não ter medo dos desafios, mesmo que pareça que nada vai dar certo.
Carina Rissi tem uma escrita maravilhosa né?
Mais um livro da Carina Rissi que me encanta. Tenho o livro desde o seu lançamento e só agora, tantos anos depois senti que era o momento de lê-lo. Foi uma leitura leve, uma montanha russa de sentimentos e um final feliz que aqueceu meu coração. Em Quando a Noite Cai conhecemos Briana, uma jovem que anda no lado oposto da sorte. Até coisas simples como pegar água em um bebedouro viram verdadeiros desastres com ela, o que faz com que ela perca empregos frequentemente. Para piorar, todas as noites quando Briana dorme ela sonha com um mundo de castelos e guerreiros, e além de os sonhos serem muito vividos e ela acordar sempre cansada e passar os dias assim, ela ainda se apaixona pelo guerreiro salvador dos seus sonhos. Tudo muda quando acidentalmente ela conhece Gael O?Connor, um escocês exatamente igual ao guerreio dos seus sonhos. Sua sorte muda, mas muitas outras coisas acontecem e fantasia e realidade começam a se misturar cada vez mais na vida da Briana. O primeiro ponto que me tocou nesse livro foi a família da Briana. Ela perdeu o pai e vive com a mãe e a irmã na pensão da família, que só possui uma hóspede. As finanças não vão bem, a Aisla quer estudar fotografia, e a Briana faz de tudo, inclusive deixar seus sonhos de lado, para ajudar a mãe e a irmã. A família é muito unida e a Aisla rende cenas muito engraçadas. Outro personagem secundário que rouba a cena é o Lorenzo, amigo e ex assistente do Gael. É engraçado, espontâneo e traz muita graça em todas as cenas que aparece. Os sonhos da Briana são contínuos, então acompanhamos as duas histórias ao mesmo tempo, e o mundo onírico é tão cativante quanto o real. Eu ansiava pelos capítulos em que descobriríamos o que ia acontecer no sonhos, é muito detalhista e até os personagens de lá chamam atenção. A relação entre Briana e Gael é meio lenta, muito tempo de negação e quando as coisas finalmente evoluem acontece tudo de uma vez! Apesar de ser uma fantasia só vamos ter contato com os elementos principais do gênero mais para o final da história, quando muita coisa é revelada. Quando a noite Cai é um livro que não me ganhou pelo romance e sim pela construção dos personagens e (pasmem) pelos enredos secundários, que para mim ganharam tanto destaque quando o enredo principal. Obs.: Espero por um segundo livro viu?
Que livro gostoso de ler!
Gavin Scott é um astro do beisebol. Bonito, rico, famoso, um pai dedicado é completamente apaixonado pela esposa, Thea. Achava que tinha uma vida perfeita até que descobre algo que abala sua confiança: sua esposa fingia ter prazer com ele. Arrasado e envergonhado, Gavin acaba tendo atitudes impulsivas, e com isso Thea pede o divórcio. Thea é uma mulher forte, que depois de ver o relacionamento dos pais dar muito errado, aprendeu a guardar seus sentimentos e a cuidar de si mesma e da irmã. É uma mãe extremamente amorosa e completamente apaixonada por Gavin, a ponto de abrir mão de muita coisa colocando as necessidades dele como prioridade, algo que Gavin nunca percebeu. Gavin fica desolado com o pedido de divórcio, a ponto de o time precisar interferir, mas não dá forma que ele esperava, pois é convidado para um clube do livro de romances, exclusivo para homens. Os amigos dizem que os livros podem ajudá-lo a reconquistar Thea, mas que para isso ele vai precisar se esforçar e aprender com os romances de época. De inicio Gavin faz piada, mas está desesperado a ponto de tentar qualquer coisa para recuperar a esposa. Mas será que os livros tem realmente todas as respostas? O primeiro ponto que me fez amar essa leitura foi o time. Os meninos são engraçados e protagonizam cenas hilárias durante a história. O fato de estarem dispostos a lerem os romances e tentar aplicar as técnicas na vida real também é super fofo, suas tentativas de melhorar seus relacionamentos. Entre Thea e Gavin faltava muito diálogo, e isso prejudicava o relacionamento dos dois. Talvez a paixão avassaladora e a rapidez com que tudo na vida dos dois aconteceu fez com que o casal perdesse os pontos iniciais e com isso se distanciasse nos momentos de crise. A partir do momento que os dois resolvem conversam e que começam a realmente se enxergar, conhecer a pessoa que tem ao lado, e é muito bonito vê essa construção. Sobre os personagens secundários, achei a Liv, irmã da Thea, muito imatura e irritante em varios momentos. As meninas também foram muito importantes na trama, mostrando como o conflito entre os pais pode refletir nos filhos. Os meninos do time com certeza ganharam meu coração! Todos aqueles jogadores, brutamontes, debatendo e interpretando os romances renderam muitas risadas. O livro prova o que todos já sabemos: romances podem ser lidos por qualquer pessoa, e sempre temos algo a aprender com os livros.
Eu tô impactada!
Imaginem uma escola frequentada pelos jovens mais promissores em diversas áreas, onde são estimulados a desenvolver suas habilidades através de jogos e estímulo lúdico; esse é o Instituto Elligan, fundado pelo magnata de mesmo nome na década de 30. Uma escola construída em uma região isolada e de difícil acesso, mas com todo o conforto que o dinheiro pode comprar e várias construções para moradia e desenvolvimento dos estudantes (e de Elligan e sua família também). Era para ser perfeita se não fosse uma tragédia: a esposa e a filha de Elligan são sequestradas é uma aluna é assassinada. O sequestrador deixou uma carta com uma charada, assinada por Cordialmente, Cruel, mas as mulheres nunca foram encontradas, e a charada desvendada. 80 anos depois uma nova turma chega a escola e dentre eles está Stevie Bell, uma jovem que deseja ser investigadora do FBI e com fixação por Ágatha Christie e Sherlock Holmes. Stevie estudou toda a história do Instituto Elligan e acredita que pode resolver o crime acontecido há tantos anos atrás, mas o que ela não esperava é que um novo crime aconteça, e a volta de Cordialmente Cruel. Dividida entre crises de ansiedade e teorias de conspiração, Stevie começa a se perguntar se Cordialmente Cruel realmente está de volta, se é um imitador ou a sua obsessão fazendo-a tirar conclusões precipitadas. Afinal, o que é real e o que não é? Essa foi uma leitura que me impactou já nas primeiras páginas com um acontecimento que eu não esperava, e a partir dali minhas expectativas cresceram e foram supridas (Amém!). Depois do "bum" coisas demoram a se desenvolver, vai arrastando, tanto que levei semanas ate chegar em uns 30% do livro., porém quando começa a andar é impossível largar. A história é contada em duas linhas temporais, e ao mesmo tempo que acompanhamos o sequestro em 1930, vemos as consequências e talvez a história se repetir nos anos atuais. Isso aumenta a expectativa além de nos fazer criar várias teorias sobre quem pode estar por trás de Cordialmente Cruel. O ambiente lúdico do instituto ajuda a criar uma atmosfera de irrealidade, e as personalidades dos inúmeros personagens nos fazem criar ainda mais teorias. Stevie é muito inteligente e perspicaz e consegue desvendar muita coisa, mas ainda assim está bem claro que falta muito para que ela tenha um panorama completo de toda a história. O livro tem uma reviravolta surpreendente no final e deixa vários ganchos para a continuação. É uma leitura empolgante, jovem, mas com vários mistérios e um leve suspense que nos prende as suas páginas e deixa ansiosos pelo que está por vir! O segundo livro, A Escada Furtiva já foi lançado no Brasil, e não vejo a hora de continuar essa história.
Resenha: Como Agarrar Uma Herdeira (Blog Entre Páginas)
Em Como Agarrar uma Herdeira conhecemos Caroline, uma órfã as vias de receber uma grande herança. Desde a morte dos pais, Caroline passou por vários tutores, e o último é um senhor arrogante e avarento, que deseja casar Caroline com seu filho a fim de se apoderar da herança da garota. Para isso, fara tudo o que estiver ao seu alcance, inclusive impor ao seu filho que viole Caroline para obriga-la a casar; mas o que ele não espera é que Caroline vá lutar tanto pela sua independência. Após a tentativa (frustrada de forma hilária por sinal) de violação, Caroline decide que é hora de sair da casa a todo custo. Faltam poucas semanas para que ela complete 21 anos e assim ser dona de sua herança, e após isso, poderá ser livre do eu tutor. O plano é bem simples: fugir, procurar um emprego, e se manter escondida até a data do seu aniversário. O que poderia dar errado? Blake Ravenscroft é um agente da coroa, com a missão de capturar Carlotta de Leon e levá-la a justiça. Há rumores de que um cidadão inglês pode ser um traidor da coroa e estar ajudando Carlotta a obter informações, e com isso, Blake resolve vigiar a casa de tal homem a fim de obter alguma informação. Quando Blake vê Caroline se esgueirando pelas laterais da casa, a noite, não acredita na sua sorte, e imaginando se tratar de Carlotta, sequestra Caroline e a leva para sua casa, para fazer com que a moça confesse seus crimes. De início Caroline se sente ultrajada por ser sequestrada e confundida com uma vilã, mas logo ela vê uma vantagem na situação. Está abrigada, tem comida, e é mantida escondida de todos, a situação perfeita para quem deseja se manter longe das garras de seu tutor até poder resgatar a sua herança. Tudo o que Caroline precisa fazer é deixar que Blake acredite que ela é Carlotta pelo tempo necessário até ela completar a maior idade. Com algumas artimanhas e muita enrolação, Caroline vai conseguindo convencer Blake de sua “identidade”, até que chega à propriedade o Sr. James, Marquês de Riverdale, e também amigo e parceiro de Blake como agente da coroa. James já se encontrou com Carlotta antes, e quando põe os olhos em Caroline, percebe que algo está terrivelmente errado... A partir daí temos brigas, discussões e situações hilárias. Caroline não deseja voltar de forma alguma para seu tutor, Blake tem um ódio mortal da moça e quer esganá-la a todo custo, e James, que apesar de se divertir muito coma situação, também entende a gravidade do problema, pois além de não capturarem Carlotta, ainda sequestraram uma moça inocente, se preocupa em como solucioná-lo. Blake se sente em dívida com Caroline devido a situação em que a colocou, e resolve manter a moça escondida até que ela possa resgatar sua herança e seguir com a sua vida. Já Caroline se sente em dívida com Blake por ele deixar que ela fique na casa, e resolve ajudar à todo custo à caçada ao traidor, o que provoca situações hilárias. Aos poucos os dois vão se aproximando, e sentimentos conflitantes, situações embaraçosas e novos personagens nada convenientes podem provocar uma catástrofe nos acontecimentos futuros, e mudar todo o rumo da história do casal. Mais uma vez Julia Quinn ganhou o meu coração, e acredito que Como Agarrar Uma Herdeira seja meu livro preferido da autora (até o momento). A mistura de investigação, conspiração e romance foi maravilhosa, nos deixando ansiosos tanto pelo desfecho amoroso, quanto pela perseguição policial. O humor como sempre foi na medida certa, e acreditem, na primeira página eu já estava rindo! Caroline é uma personagem MARAVILHOSA! É forte, decidida e não aceita abaixar a cabeça e desistir sem lutar. Ela está disposta a tudo para conseguir o que quer, e realmente não mede esforços pra isso. A capacidade dela de irritar as pessoas é impressionante, e em alguns momentos eu mesma fiquei irritada com a moça, mas o seu jeito completamente desastroso compensa isso, e nos faz rir muito ao longo do livro. Ela é bem esperta, e usa isso muito bem a seu favor. Já Blake é o típico “fera”, fechado, mal humorado, as vezes rude, faz de tudo para não demonstrar qualquer sinal de afeição por Caroline, mas claro que ele não se sai muito bem nesse quesito. Ele tem um trauma do passado que o impede de se relacionar com outra pessoa, e isso as vezes faz com que ele não tome decisões muito boas e não enxergue o que está bem diante dos seus olhos, e é preciso medidas drásticas para que isso aconteça. Já Blake é o típico “fera”, fechado, mal humorado, as vezes rude, faz de tudo para não demonstrar qualquer sinal de afeição por Caroline, mas claro que ele não se sai muito bem nesse quesito. Ele tem um trauma do passado que o impede de se relacionar com outra pessoa, e isso as vezes faz com que ele não tome decisões muito boas e não enxergue o que está bem diante dos seus olhos, e é preciso medidas drásticas para que isso aconteça. Eu amei todo o núcleo de personagens da história! James é um amorzinho, educado, em alguns momentos, sarcástico, sabe aparecer e sumir no momento certo e está sempre mexendo seus pauzinhos para que as coisas saem conforme o planejado. Ele com certeza se divertiu muito à custa de Blake com toda essa confusão, e eu adorei a forma como ele não escondeu isso. Fiquei muito feliz que ele tenha seu livro próprio (Como Se Casar com Um Marquês), ele com certeza merece mais destaque! Os empregados de Blake são outros personagens que devem ser mencionados, seu preferencialismo a Caroline é notável, e seu envolvimento em todas as partes da história que envolvem comida são hilárias. Ainda falando em humor, gostaria de ressaltar que esse foi o livro da JQ mais engraçado que já li. Apesar de a história ter um toque mais investigativo (não sei se me expressei direito), ela foi bem leve, com muitos diálogos e situações super divertidas! Falando sobre a edição, o acabamento do livro está perfeito, e essa capa é maravilhosa não é mesmo? Em breve trago a resenha de "Como Se Casar com Um Marquês" por aqui :) Espero que tenham gostado da resenha, beijos e até a próxima!
Esperava bem mais...
Ano Um é o primeiro volume da trilogia distópica Crônicas da Escolhida, e a história começa na noite de Ano-Novo, quando uma doença misteriosa surge e o caos se inicia. Rapidamente o sistema de governo cai, a rede elétrica, os meios de comunicação, e paralelo a isso a magia começa a se manifestar: em algumas pessoas de forma positiva, nascendo esperança em meio ao caos, e em outras de forma negativa, mostrando que o poder pode revelar o pior que existe dentro de cada um. Inicialmente a história é divida em 3 grupos: Acompanhamos Lana e Max, um casal de bruxos de NY que utiliza seus poderes para o bem e que está tentando encontrar o irmão de Max enquanto fogem daqueles que perseguem os que possuem magia; Arlys, Fredinha, e Chuck, respectivamente uma jornalista que pretende documentar todo o caos e reestabelecer a comunicação, uma fada, e um hacker; e Rachel, Jonah e Katie, uma médica, um paramédico que pode prever a morte de pessoas, e uma mulher que deu a luz gêmeos e adota uma 3ª criança no caminho. Os três grupos estão em movimento e a história é divida pelo ponto de vista de todos esses personagens. No início achei um pouco confuso, mas ao longo da leitura nos acostumamos com isso. O foco principal é a viagem de cada um, o que acontece, quem eles conhecem, o que esperar, se vão chegar a algum lugar e se vão se encontrar. Temos também a uma suposta profecia de que surgirá uma Escolhida que salvará a humanidade desse mal que os assola, mas achei que ela foi deixada em segundo plano nesse primeiro livro.?????????????????? Como disse, essa foi minha primeira experiência com a autora, e infelizmente não foi muito positiva. Achei os personagens muito rasos, os diálogos fracos, e a história arrastada. Apesar do clima de perseguição, o livro conta com poucas cenas de ação, alguns fatos são jogados no meio da história sem um aprofundamento maior, e nenhum dos personagens conseguiu me cativar de verdade. Além disso, a mistura da distopia com a fantasia não funcionou para mim, pois achei que nenhum dos dois gêneros foi bem trabalhado, transformando a fantasia em um toque infantil na história, e a distopia meio ?largada? ao longo do caminho... Ano Um tinha tudo para ser uma fantasia sensancional, e o final do livro assim como o primeiro capítulo de continuação (presente no final do livro) até parecem indicar uma melhora na história, mas ainda assim não foram suficentes para que eu deseje continuar a leitura da trilogia.
Esperava muito mais dessa série!
Ola minha gente, tudo bem com vocês? Hoje trago a resenha de um livro que li a uns meses, mas ainda não tinha encontrado o momento certo pra comentar sobre essa leitura. A Coroa da Vingança é o terceiro livro da série Deuses do Egito, da Colleen, e segue uma linha muito parecida com a da série do Tigre (A Maldição do Trige...), mas, enquanto me apaixonei perdidamente pelos tigres Ren e Kishan, esses Deuses Egípicios não conseguiram me ganhar. No livro anterior as memórias da Lily foram apagadas, e agora ela precisa lembrar de tudo o que ela viveu até aqui para conseguir cumprir o seu papel na batalha final contra as forças do mal. Além disso, ela precisa lidar com seus sentimentos confusos em relação aos 3 irmãos, e decidir se seu futuro é realmente ao lado de Amon ou não. Como disse anteriormente, essa história não me convenceu por completo. Falando da trilogia como um todo, achei que o sentimento entre Amon e Lily surgiu muito rápido, não consegui criar um vínculo com a história dos dois para torcer pelo casal. Houveram muitos detalhes desnecessários, e as partes onde haviam informações importantes foram mal explicadas. Lily é particularmente irritante, com seus momentos de menina indecisa e mimada, e por vezes quis muito que ela não tivesse um final feliz. Os três irmãos separadamente são maravilhosos, o problema é quando resolvem brigar pela Lily. E a indecisão dela entre os três, a forma como alimenta esperanças em cada um me deixou com muita raiva. Sei que em algumas vezes não era culpa dela, e sim das suas “hóspedes”, mas acredito que teria gostado muito mais da história se não houvesse esse quarteto/sexteto amoroso. Ponto positivo no livro (além da edição da Arqueiro que está maravilhosa!) foi aprender um pouco sobre a cultura e mitologia egípcia, são passadas informações bem legais, e é sempre bom aprender coisas novas. Mas quanto a história mesmo, eu realmente esperava bem mais.