Essa história é pesada, contém vários gatilhos e é bastante sensível pois as cenas são explícitas.
Eu fiquei revoltada e enjoada por tudo que eles passaram, eram crianças de 10 e 12 anos sendo abusadas por homens que tinham esse desejo por pegar crianças indefesas. Um pai que deveria proteger a sua filha a entrega de forma tão fácil para homens que ela considerava ?tios?, um atrás do outro, dia após dia, ano após ano.
Heathan sofreu primeiro, ele não tinha dimensão do que aconteceria quando o pai da Ellis teve sua guarda permanente, doeu, doeu a forma que pegaram um garoto de 12 anos como se fosse algo mais normal do mundo. E no dia da Ellis? eu só tive vontade de fazer tudo o que Robbit e Dolly fizeram com cada um.
A morte foi pouco pela dor que eles causaram nesses dois e em tantas crianças, gostei muito da forma que a autora detalhou os ataques e das referências com Alice no país das maravilhas. Cada vez ia piorando, cada vez um ia sofrendo pelos traumas que causaram naquelas duas almas que não tinham conhecimento de nada.
Acho que se eles tivessem acompanhamento e tratado esse trauma ambos melhorariam, não ficariam querendo derramar tanto sangue, mas entendo o motivo porque eles são assim.
Gostei da primeira vez que eles puderam provar o que é amor, é muito difícil depois de tudo que eles passaram, ainda mais por todas as lembranças e toques que ambos não conseguiam esquecer, mas ali, naquele momento conseguiram.
O final me fez dar um grito, é algo que eu já esperava por ser eles.
Não existe Robbit sem Dolly
Não existe Dolly sem Robbit.