Katy é uma adolescente comum de 17 anos, que se muda com sua mãe para uma cidade pequena em West Virgínia, em busca de um recomeço após o falecimento de seu pai. Katy nunca foi de sair, aprontar, e começar em uma nova cidade, um novo colégio, era um desafio bem grande, e por insistência da sua mãe, Katy faz uma tentativa de aproximação com os novos vizinhos, um casal de gêmeos da sua idade.
Quem abre a porta é Daemon Black, moreno, alto, dono de incríveis olhos verdes... e um completo babaca. O atrito entre os dois é inevitável, e Katy cria uma verdadeira antipatia por ela. Por outro lado, a irmã de Daemon, Dee, é super simpática com Katy, e logo as duas criam um laço forte de amizade.
"(...) Ele levantou os cílios, revelando olhos tão verdes e brilhantes que não podiam ser de verdade. (...)- Oi? Você é muda? - Ele falou mais uma vez, se apoiando com uma das mãos no batente da porta. Respirei fundo e dei um passo para trás, sentindo o rosto queimar de vergonha. (...)"
Enquanto Katy se aproxima cada vez mais de Dee, a relação entre ela e Daemon só piora a cada vez que se encontram, e em meio a todas as farpas trocadas, vemos logo a tensão que se constrói entre os dois. Katy se sente muita atraída pelo vizinho mal educado, mas sente raiva na mesma proporção da atração. Ele a despreza e ridiculariza e ela acaba sentindo-se feia e inadequada sempre que está perto dele.
"Eu costumava evitar todo tipo confronto, mas esse cara conseguiu ligar meu interruptor de barraqueira como ninguém."
Como Dee preza muito sua amizade com Katy, e vê a relação da amiga com o irmão piorar cada vez mais, Dee insiste para que Daemon peça desculpas para Katy e tente se dar bem com ela. É claro que Daemon tem uma razão para o seu jeito de ser, e através da sua tentativa de “boa vizinhança” entendemos seus motivos, e aí nossa história começa a desenrolar...
Narrado em primeira pessoa pela visão de Katy, o livro me surpreendeu muito positivamente. Esperava uma leitura óbvia, o tema “alienígenas” ainda não havia me conquistado completamente, mas a autora conseguiu trabalhá-lo de forma brilhante! (Confesso que o livro me lembrou um pouquinho Crepúsculo, mas foi bem pouco RS.)
Uma das coisas que mais chamou a minha atenção no livro, é que a Katy é blogueira literária gente! Fica fácil de se identificar né? Além disso, ela foge dos estereótipos de mocinhas que temos por aí, tem um lado tímida, é meiga, mas super corajosa, amiga, e tem sempre uma resposta na ponta da língua para as alfinetadas do Daemon, ela não se intimida fácil, responde a altura.
"- Você ganha pra isso? - Soltei uma sonora gargalhada. - Não. Nem um centavo. - Daemon pareceu confuso. - Então você escreve resenha de livros, divulga, mas não ganha nada se alguém comprar um deles por sua causa?(...) - Faço porque gosto. Adoro ler, e adoro falar de livros."
Outra coisa que gostei muito foram os diálogos super bem construídos pela autora, recheados de cultura pop e utilizando termos bem atuais, como “boy magia”, por exemplo. Além disso, as cenas de discussões entre Daemon e Katy são super engraçadas. O mistério do livro é bem envolvente, e o romance na medida certa. Os personagens secundários também foram bem trabalhados, a Dee é um amor!
Obsidiana entrou para a minha lista de preferidos de 2016, é o tipo de livro que te dá saudade quando acaba, e tenho certeza que será assim com todos os livros da série... O livro faz parte da Saga Lux, composta pelos livros: Obsidiana, Ônix, Opal, Origin e Oppositon.