Oi pessoal, tudo bem com vocês? A resenha de hoje é bem curtinha, porque não tem muito o que falar sobre “Amanhã Você Vai Entender” sem dar spoiler. Confesso que eu esperava mais do livro, criei muita expectativa e a história se mostrou rasa. Mesmo assim, não o classifico como um livro ruim, seria apenas mediano rs.
Miranda Sinclair é uma garota de 12 anos, vivendo na NY da década de 70. Mora com sua mãe em um apartamento simples (que é freqüentemente visitado pelo namorado da mãe, Richard), têm apenas um amigo, Sal, e tem a sua rotina básica de “casa-escola”, “escola-casa”.
Miranda e Sal se conhecem desde pequenos, estudam na mesma escola, caminham juntos todos os dias. Os dois conhecem bem o bairro onde vivem, os lugares seguros, como o mercadinho da Belle, e sabem que algumas pessoas devem ser evitadas, como o maluco da esquina, também chamado de “Homem da Gargalhada”.
Um dia porem, tudo começa a mudar na vida de Miranda. Sal apanha de um garoto novo na rua, aparentemente sem motivos, e logo após isso, se afasta de Miranda. A chave extra do apartamento dela, que a mãe esconde na mangueira de incêndio, desaparece, e então, do nada, surge um bilhete misterioso, rabiscado em um pedacinho de papel:
“Estou indo salvar a vida do seu amigo e a minha.
Peço dois favores.
Primeiro, você precisa me escrever uma carta.”
Outros bilhetes começam a aparecer, e logo Miranda percebe que quem os escreve sabe de coisas que ninguém deveria saber. A cada novo bilhete ela fica mais certa de que é a única pessoa capaz de evitar uma tragédia. Até o último, quando parece claro que é tarde demais.
O livro é narrado pela própria Miranda, através da carta que ela está escrevendo para alguém. Miranda está contando sua história, e não se prende aos bilhetes, mas faz relatos diários sobre a preparação da sua mãe para o programa “A Pirâmide de 20 Mil Dólares”, situações vividas na escola, novos amigos e descobertas.
A maior parte da narrativa é retratando a vida de Miranda, o verdadeiro mistério e os bilhetes só começam a aparecer mais para a metade do livro, e isso me decepcionou um pouco. Esperava mais ação, uma verdadeira procura de “quem”, “onde”, “porque”, e, no entanto, a história se desenrola sozinha, sem nos dar aquela ansiedade para descobrir quem esta por trás dos bilhetes.
Ao longo do livro temos muitas pistas sobre o real sentido de todos os acontecimentos. No início achei que sabia exatamente o que estava acontecendo, minhas certezas fraquejaram no meio da história, e no fim, acabei acertando. A forma como Miranda conta a história deixa várias janelas para o fim, mas se prestarmos muita atenção a detalhes, conseguimos prever o final.
Os capítulos são curtos, todos denominados “Coisas Que...”, e sempre tem um início, meio e fim. É como se cada capítulo do livro realmente relatasse um capítulo da vida de Miranda, em um momento estamos falando de sua mãe, no outro capítulo sobre um dia na escola, no outro sobre uma lembrança de 5 anos atrás... Isso faz com que a leitura flua muito rápido, e chegamos ao fim da história sem nem perceber. Em um momento “BUM”, tudo acontece de uma vez, todos os pontos são ligados, e não resta muita coisa depois disso.
Como disse no início, não é um livro ruim, apenas esperei demais, criei muitas expectativas e a história não me surpreendeu. Mas para aqueles que se interessam por livros de mistério, recomendo sim, só não vão com muita sede ao pote rsrs.
A edição da Intrínseca está linda como sempre, folhas amarelas, letras grandes, capítulos curtos, e a capa é um amor né pessoal?
Pois bem, espero que tenham gostado!
Beijos e até a próxima!